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Suspeitas de corrupção e fraude17/09/2014 | 18h13Atualizada em 22/09/2014 | 22h04

Quem são os presos na Operação Trato Feito em Balneário Camboriú

Detidos em ação do Gaeco continuam sendo ouvidos no Presídio da Canhanduba, em Itajaí

Quem são os presos na Operação Trato Feito em Balneário Camboriú Marcos Porto/Agencia RBS
Operação do Gaeco foi deflagrada na segunda-feira Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

Os presos na Operação Trato Feito, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) em Balneário Camboriú e mais oito cidades catarinenses, continuam sendo ouvidos nesta quarta-feira. Os depoimentos ocorrem no Presídio da Canhanduba, em Itajaí.

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A reportagem do Sol Diário levantou quem são os 14 presos na operação. Os detidos atuam nas secretaria de Obras e de Administração, nos setores de Compras e de Licitações da prefeitura e na Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de Balneário Camboriú (Compur). Empresários ligados às obras e serviços investigados também foram presos.

Já o secretário de Planejamento de Balneário, Auri Pavoni, foi afastado do cargo por ordem judicial.A reportagem tentou contato com o secretário de Planejamento de Balneário por telefone pelo menos seis vezes na segunda e na quarta-feira. Até o fim da tarde desta quarta ele não atendeu e nem retornou as ligações.

Confira a lista completa e os contrapontos dos presos:

Elton Garcia
O advogado Gelson José Rodrigues, que representa o secretário de Obras, informou que ainda avalia a possibilidade de aceitar o benefício de delação premiada (oferecido a parte dos presos). Rodrigues apresentou um mandado de segurança à Justiça para ter acesso às escutas telefônicas que fazem parte do inquérito e está analisando as transcrições dos arquivos. O advogado também entrou com um pedido de liberdade provisória no fim da tarde de terça-feira.

João Batista Leal
O advogado Joãozinho Zanella, que representa o secretário de Administração, entrou com um pedido de liberdade provisória e aguarda resposta do Ministério Público. João Batista Leal foi ouvido nesta quarta-feira.

Rui Dobner
É diretor de licitação da prefeitura de Balneário Camboriú. O advogado Carlos Adauto Virmond Vieira teve acesso nesta terça a parte do processo e ainda não sabia do que o seu cliente estava sendo acusado exatamente. Disse que Dobner é um servidor de carreira exemplar e que não há elementos para a manutenção da prisão.

Alessandra Alvares
O advogado José Álvaro Machado, que representa a presidente da Comissão de Licitações disse que teve acesso a algumas informações da investigação, mas ainda não vai se manifestar oficialmente sobre o caso.

Niênio Gontijo
A reportagem não conseguiu localizar o advogado do presidente da Compur. Na casa do investigado, a pessoa que atendeu ao telefone não quis se identificar e disse não saber quem representará Niênio.

Rogério Vargas Elisbão
Engenheiro civil, era da comissão de fiscalização da obra da Passarela da Barra, uma das obras investigadas pelo MP-SC. A reportagem não conseguiu contatar o seu advogado.

Fábio Gago Ramos
Diretor-geral da Secretaria de Obras da prefeitura de Balneário Camboriú. O advogado Dagoberto Ramos disse que ainda não nenhuma posição sobre a defesa e que não estava autorizado por ele a expor nada a respeito, até em respeito ao sigilo da investigação do MP.

Rodrigo Hartmann Dobner
Engenheiro diretor da Helpcon, empresa das obras da passarela da Barra. A reportagem não conseguiu contatar o seu advogado.

Giovane da Silva Constante
Engenheiro civil e diretor técnico da Compur. A reportagem não conseguiu contatar o seu advogado.

Renan Diegoli Gontijo
Filho de Niênio Gontijo, presidente da Compur. A reportagem deixou recado ao funcionário de uma empresa de Renan, mas não houve retorno até a tarde de quarta-feira.

José Magalhães Filho, o Zequinha
Coordenador do Departamento de Compras da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos. A reportagem não conseguiu contatar o seu advogado.

Lauro Stefani
Diretor da PLM Construções, de Tijucas. O empresário continua preso na Canhanduba, mas o advogado João Paulo Tavares Bastos já entrou com pedido de soltura. Ele ainda não foi ouvido. Bastos disse que Stefani nunca teve passagem pela polícia, tem família e patromônio constituídos e não havia necessidade de mantê-lo preso.

Marcelo Monte Carlo Fonseca
Engenheiro da Sotepa, de Florianópolis, Marcelo foi responsável pelo projeto do Elevado da Avenida do Estado. A reportagem não conseguiu contatar seu advogado. Na empresa, o diretor Rinaldo Silveira disse que não iria se manifestar, pois não teve acesso aos autos do processo. Ele também afirmou que a Sotepa não está sendo acusada na operação e que não sabia informar quem representa o engenheiro.

Hilário Phillipps, diretor da Sifra Construtora
A reportagem tentou contato com o advogado Roque Poffo Junior, mas ele não foi localizado nem houve retorno às ligações até a noite desta segunda-feira.

O SOL DIÁRIO

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