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SC e RS03/09/2014 | 22h17

Reforma da Ponte da Integração, entre Palmitos e Iraí, terá duas etapas

Vai demorar pelo menos 20 dias para trânsito ser liberado para carros e caminhões leves

Reforma da Ponte da Integração, entre Palmitos e Iraí, terá duas etapas Sirli Freitas/Agencia RBS
Cerca de 25 pessoas vão trabalhar na obra Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS

Vai demorar pelo menos mais 20 dias para carros e veículos leves voltarem a circular na Ponte da Integração, entre Palmitos (SC) e Iraí (RS). A estimativa é do engenheiro Venceslau Adolpho Júnior, da Sociedade Geral de Empreitadas Ltda (Sogel), empresa contratada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A passagem de veículos foi interrompida dia 26 de agosto após engenheiros constatarem fragilidade na estrutura.

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Uma vistoria detalhada do DNIT verificou rompimento de dois dos quatro tubulões que sustentam o 120, dos 16 pilares da ponte. Foi formalizado um contrato emergencial com a Sogel para a recuperação da estrutura. Cerca de 25 pessoas já trabalham na ponte. O molde que vai cobrir os tubulões chega nesta sexta-feira, e sábado cinco mergulhadores de Rio Grande (RS) começam a trabalhar no revestimento.

O engenheiro esclarece que o aumento do nível do rio, a correnteza e a turbidez da água podem atrapalhar os trabalhos, causando atrasos. Além disso, os mergulhadores podem encontrar mais problemas na estrutura que está submersa e que não foi identificado na vistoria anterior superior ao nível do rio.

Enquanto a passagem não é reaberta os veículos desviam pelas balsas de Mondaí e Itapiranga ou até pela ponte do Goio-Ên, em Chapecó. Outros moradores da região atravessam os mil metros da ponte a pé.

A gestante Daniela Folle, que está com 7,5 meses de gravidez, fez dois quilômetros a pé ontem entre a ida para Iraí e a volta para Palmitos, onde mora. Ela foi de carro até a ponte, fez a travessia a pé e, no lado gaúcho, pegou um táxi até Iraí, para fazer o pré-natal com seu médico. Foram R$ 35 para ir e mais R$ 35 para voltar, só de táxi. Sua amiga Sônia Felchicher foi acompanhá-la. Elas só esperam que até o próximo exame, daqui a 20 dias, a ponte esteja liberada.

 
Tubulões danificados
Foto: DNIT/Divulgação

Liberação total do tráfego só ano que vem

Os trabalhos de revestimento na base do pilar da pontes são apenas um paliativo para liberar o tráfego parcial, segundo o engenheiro superintendente do DNIT da região de Cruz Alta, José Augusto Bassani. Posteriormente terão que ser feitos mais blocos de concreto e mais tubulões na base do pilar 12, para a sustentação suficiente ao tráfego pesado.  O prazo para a liberação total do tráfego está prevista para o dia 4 de janeiro.

Ele informou ainda que a recuperação, orçada em R$ 7,8 milhões, inclui apenas a estrutura dos pilares 11 e 12, que eram os mais críticos. Posteriormente deverá ser feita a manutenção dos demais pilares. O engenheiro Bassani, do DNIT, disse que periodicamente são feitas vistorias nas pontes para avaliar a necessidade de manutenção.

 
Molde que vai cobrir os tubulões chega nesta sexta-feira, e sábado cinco mergulhadores de Rio Grande (RS) começam a trabalhar no revestimento
Fonte: Sirli Freitas/Agência RBS


A interdição

A ponte da BR-158 (também conhecida como BR-386) sobre o Rio Uruguai, que liga Iraí (RS) a Palmitos (SC), terá que ser fechada em função de grave problema estrutural em um dos pilares da ponte, identificado por técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).

O órgão informou que a medida é preventiva para garantir a segurança dos usuários da rodovia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), se o trafego não fosse interrompido, o problema poderia levar a queda da ponte.

A ponte está em obras desde 2013 e já estava funcionando parcialmente, com bloqueio em meia pista e uma restrição para veículos com mais de 20 toneladas. Em junho, a travessia foi fechada durante a enchente do Rio Uruguai.

Em novembro de 2013, um leitor registrou a ponte se movendo com a passagem de veículos. Após o vídeo, o Dnit limitou a passagem de caminhões com mais de 57 toneladas. Confira:

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