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Ruim de acesso22/10/2014 | 12h09

Ala Norte do Mercado Público de Florianópolis tem problemas de acessibilidade

Promotor Daniel Paladino realizou vistoria no local na manhã desta quarta-feira

Ala Norte do Mercado Público de Florianópolis tem problemas de acessibilidade Alvarélio Kurossu/Agencia RBS
Zezinho mostra as dificuldades de acessibilidade na Ala Norte do Mercado Público de Florianópolis Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS
A falta de acessibilidade foi o principal problema constatado pelo promotor de justiça Daniel Paladino em vistoria ao Mercado Público de Florianópolis na manhã desta quarta-feira. Rampas com inclinação exagerada, calçadas com pintura e modelos fora do padrão e degraus para entrar nas lojas são alguns dos problemas que a população com necessidades especiais encontra na Ala Norte, aberta ao público em junho depois de reforma.

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O presidente da Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Aflodev), José Roberto Leal, o Zezinho, acompanhou a inspeção do Ministério Público, e pôde mostrar para Paladino as dificuldades de transitar no local: 

— Sou um cadeirante que está bem fisicamente, e quando o promotor me chamou para ir com eles no vão central não consegui, pois não tem uma rampa para descer da calçada na porta do meio. Outro problema que eu acho sério é o banheiro do deficiente ser separado dos outros, e fica trancado. Cadê a inclusão? — questiona Zezinho.

Após a visita, Paladino explicou que no seu entendimento, a Ala Norte só poderia ter sido aberta depois do projeto 100% pronto. No mês de junho o promotor havia vistoriado o local, e constatou que visualmente os problemas percebidos anteriormente permaneceram sem solução. Na época ele conversou com o Ipuf, mas não houve encaminhamento das questões apresentadas.

— O nosso objetivo é acompanhar o cronograma das obras. Primeiros vamos solicitar os projetos para a Prefeitura para a equipe técnica do Ministério Público fazer a análise, e acredito que dentro de 30 dias teremos um laudo. Depois disso vamos chamar a Prefeitura para uma conversa e programar um plano de ação, se não for possível iremos acionar judicialmente. Queremos atacar a Ala Norte para evitar que os problemas se repitam na Ala Sul — destacou.

Por orientação da equipe da Secretaria de Obras, a Ala Sul não foi inspecionada, já que o local encontra-se em obras e não é seguro para visitação. O promotor ainda declarou que se não houver outra alternativa pode pedir o fechamento do Mercado até que os problemas sejam corrigidos.

Secretaria de Obras diz que a obra ainda não foi entregue

O diretor da Secretaria de Obras de Florianópolis, Paulo Abraham, explica que a obra ainda não foi recebida pela Prefeitura, então serão feitos ajustes. A Ala Norte foi aberta para atender os comerciantes e a comunidade que pediam pela reabertura: 

— Até dezembro vamos corrigir todos os problemas apontados, mas a parte do banheiro é uma questão relativa. A Secretaria executou o projeto conforme veio do Ipuf, que achou por bem fazer o banheiro separado — disse.

Na semana passada, o Diário Catarinense divulgou que a obra da ala sul, que deveria ser concluída em julho deste ano e já tinha sofrido uma prorrogação para janeiro de 2015, deve ter o prazo estendido mais uma vez e não vai ficar pronta até o final da temporada de verão. A reforma, que inclui as duas alas e o vão central do prédio histórico, já teve um aditivo de verba e está orçada atualmente em R$ 8,8 milhões. No entanto, a Prefeitura de Florianópolis já sinalizou que o valor deve aumentar em pelo menos R$ 3 milhões.

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