Organizador de protesto entre Itajaí e Brusque é preso e rodovia é liberada - Cidades - O Sol Diário
 
 

 
 

Manifestação09/11/2015 | 12h17Atualizada em 09/11/2015 | 18h21

Organizador de protesto entre Itajaí e Brusque é preso e rodovia é liberada

Caminhoneiro negou-se a retirar caminhão que trancava a pista na rodovia Antônio Heil

Organizador de protesto entre Itajaí e Brusque é preso e rodovia é liberada Lucas Correia/Agencia RBS
Foto: Lucas Correia / Agencia RBS

Após sete horas de bloqueio na rodovia Antonio Heil, entre Itajaí e Brusque, uma manifestação de caminhoneiros terminou em confusão com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv). Perto do meio-dia desta segunda-feira, o líder do movimento foi preso por desobediência. Ele havia atravessado sua carreta no meio da pista para impedir a passagem de outros caminhões e se recusou a retirá-la após receber ordem dos policiais. Em seguida, a rodovia foi liberada.

Acompanhe as manifestações de caminhoneiros em Santa Catarina
Manifestantes usam caminhão para fechar rodovia Antonio Heil, em Itajaí

O bloqueio na Antonio Heil iniciou por volta das 4h30min, na altura do km 21. Pela manhã, a polícia chegou ao local e conseguiu convencer os mais de 60 manifestantes a liberar a passagem de carros, ônibus e veículos de emergência. Apenas os caminhões carregados eram detidos nos dois sentidos da rodovia e orientados a aderir ao movimento.

 Protesto de caminhoneiros entre Itajaí e Brusque
Foto: Lucas Correia / Agência RBS


O caminhoneiro autônomo Adilson Garcia disse que foi parado pelo grupo por volta das 6h30min — ele vinha de São Francisco do Sul para fazer uma entrega em Brusque. Mesmo com o transtorno, o motorista disse que apoia a greve e as causas dos manifestantes.

— Temos que pressionar a presidente para haver uma mudança no governo, todos os setores estão sendo afetados. É muita corrupção, precisamos mudar o sistema para ver se melhora — disse.

Mais de 60 caminhoneiros participaram de paralisação no Planalto Norte

Dono de uma transportadora, Amilton Cardoso também estava entre os manifestantes nesta segunda-feira. Ele explicou que o protesto não era apenas dos caminhoneiros, mas de todos que querem uma mudança no país:

— Estamos pedindo que parem com a corrupção e também a saída da presidente Dilma.

Prisão e confusão

Antes de ser preso o líder do movimento, Reinaldo da Silva, disse à reportagem que o grupo lutava contra corrupção e os altos impostos pagos no setor de transporte. Segundo ele, o protesto também pedia a saída do governo Dilma.

A intenção era continuar a manifestação durante os próximos dias. No entanto, por volta das 11h30min os policiais receberam ordem para liberar a rodovia e remover a carreta. Após dar um aviso de 15 minutos ao líder dos grevistas e proprietário do caminhão, os agentes acabaram fazendo sua prisão. Ele teria tentado resistir e chegou a rolar pelo chão com um dos policiais.

Assista ao vídeo do momento da confusão:


A ação quase virou uma confusão generalizada, pois vários caminhoneiros se aproximaram para pedir que o homem não fosse levado. Depois de alguns minutos de tensão, os policiais conseguiram conduzir Silva a uma das viaturas da PMRv.

O caminhão que trancava a pista foi removido e a rodovia liberada nos dois sentidos. Conforme a polícia, os manifestantes que ficassem no acostamento seriam notificados.

Protesto na rodovia Jorge Lacerda

No fim da tarde desta segunda-feira outro protesto foi registrado na rodovia Jorge Lacerda, em Itajaí. Manifestantes se reuniram em um posto de combustível próximo ao km 0,3 da rodovia para protestar. Eles atearam fogo em pneus no acostamento.

A PMRv informou que os caminhoneiros não chegaram a bloquear o trânsito.

VÍDEO: Estela Benetti comenta a mobilização dos caminhoneiros

Greve dos caminhoneiros no início do ano gerou prejuízo de R$ 20 milhões

Esta é a terceira manifestação dos caminhoneiros neste ano em Santa Catarina. Em fevereiro, a paralisação seguiu por um mês e trouxe transtornos como desabastecimento de combustível e perdas significativas para o setor produtivo no Oeste do Estado. Em março, uma outra movimentação, mas com escala bem menor, foi iniciado e contido em poucos dias.

O motivo dos protestos no início do ano, no entanto, eram diferentes. Na ocasião, a luta era por uma diminuição no preço do diesel. Hoje, é pelo fim da corrupção e a possibilidade de a categoria se aposentar com 25 anos de contribuição para a previdência.

O SOL DIÁRIO

 
O Sol Diário
Busca