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Previna-se13/01/2016 | 16h02

Bombeiros dão dicas para um banho de mar em segurança

Algumas regras precisam ser observadas antes de se jogar sem medo na água

Bombeiros dão dicas para um banho de mar em segurança Lucas Correia/Agência RBS
Criança brinca se apoiando em uma bandeira vermelha na Praia Central em Balneário Camboriú Foto: Lucas Correia / Agência RBS

Mesmo que o dia esteja quente e que a vontade de se refrescar seja grande, é vital tomar alguns cuidados durante o mergulho na praia, em rios, cachoeiras ou lagos.

O primeiro-sargento do Corpo de Bombeiros Militar de Blumenau Dorval Zeferino, alerta que cada ambiente tem suas peculiaridades, já que os perigos são distintos:

 — No mar é preciso ter atenção com os canais de retorno, aqueles conhecidos como “repuxo”. Já em locais como represas e cachoeiras é preciso ficar atento sempre à profundidade. E as crianças nunca devem ficar sozinhas, o banho em qualquer lugar deve ser monitorado.

O bombeiro cita ainda cinco regras gerais que precisam ser levadas em conta antes de
entrar na água.

Para Zeferino, é importante avaliar os riscos de ter prudência, sem superestimar a capacidade do banhista de nadar e procurar estar sempre próximo de um posto de guarda-vidas, onde o socorro pode vir mais rápido caso haja alguma complicação.

Outras sugestões são procurar os locais rasos e sem correnteza,  não ingerir bebidas alcoólicas e não tentar salvar pessoas vítimas de afogamento sem estar habilitado. Neste caso, o ideal é lançar algum objeto que a ajude a flutuar e acionar o guarda-vidas ou o bombeiros pelo 193.

No mar:
— Fique sempre atento às bandeiras que sinalizam a condição do mar.
— Preste atenção nas correntes de repuxo e evite ficar próximo de uma.
— Água no umbigo, sinal de perigo. O ditado é antigo e engraçado. Com a água na altura do umbigo é mais fácil escapar de repuxos ou buracos porque a pessoa tem mais tempo de reação.
— Evite dar boias para crianças. Elas podem fazer a criança se virar ou mesmo se soltar dos bracinhos dos pequenos.

Em cachoeiras ou rios:
— O rio Itajaí-Açu e outros riachos e ribeirões do Vale não são recomendados por não terem pontos seguros e por causa do fundo rochoso.
— Nas cachoeiras a profundidade tende a ser maior no ponto onde ocorre a queda d’água. Informe-se bem com pessoas da região, que que conhecem o local.
— Evite saltar de cachoeiras, principalmente se não conhecer o local. A queda pode causar, além do afogamento, fraturas que podem ter lesões irreversíveis ou provocar a morte.

Em lagoas, represas e piscinas:
— Fique atento às crianças: qualquer pequena lâmina d’água é suficiente para obstruir o nariz e a boca dos pequenos e causar um afogamento.
— Em represas e lagos é indispensável a utilização de um colete salva-vidas, seja para passeios em embarcações ou banhos.
— Atenção às profundidades. Nas represas de Rio dos Cedros, a profundidade dos lagos pode chegar a oito metros. O local é um dos pontos fora do litoral que conta com salva-vidas.



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