Desocupação de área para ampliação do aeroporto mobiliza policiais em Navegantes - Cidades - O Sol Diário
 
 

Risco de confronto14/01/2016 | 10h54

Desocupação de área para ampliação do aeroporto mobiliza policiais em Navegantes

Área foi indenizada pela União em 2008, mas foi ocupada ilegalmente

Desocupação de área para ampliação do aeroporto mobiliza policiais em Navegantes Luiz Carlos Souza/Especial
Foto: Luiz Carlos Souza / Especial

A desocupação de uma área invadida em Navegantes mobiliza 150 policiais na manhã desta quinta-feira. O terreno, que abriga 80 famílias, fica no Bairro Meia Praia e já havia sido indenizado pela União para ampliação do Aeroporto Ministro Victor Konder.

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Além do Batalhão da Polícia Militar de Navegantes, tropas da Cavalaria, Choque, Canil e Batalhão Aéreo, vindas de Florianópolis, auxiliam na operação. Há policiais fazendo segurança em frente à prefeitura.

Por volta das 7h, os policiais que chegaram ao local da invasão foram recebidos com barricadas de fogo. Há tensão no local, pois existe a possibilidade de confronto entre polícia e moradores, que se negam a deixar o terreno por não terem para onde ir.

Os moradores estão ali há pelo menos quatro anos, e há famílias que vivem de aluguel e afirmam não saber que o local era invadido. A prefeitura ofereceu passagem para quem é de outras cidades e o prédio de uma escola municipal servirá de alojamento para quem não tiver para onde ir.

Uma ambulância dos Bombeiros está no local, assim como conselheiros tutelares, já que há muitas crianças vivendo na área de invasão.

O processo de desocupação foi movido pela própria prefeitura, que é proprietária legal da área desde que foi desapropriada com recursos da União, em 2008. O município aguardava a desocupação da área invadida para entregá-la formalmente à Infraero.

Em outubro do ano passado o juiz Murilo Leirão Consalter determinou que a prefeitura auxiliasse os moradores que concordassem em deixar a invasão voluntariamente, inclusive ajudasse na mudança e carregamento de pertences ou de casas de madeira que pudessem ser retiradas. Um mês depois o município foi novamente intimado por não ter cumprido a ordem.

A Justiça também exigiu que a prefeitura e a Infraero apresentassem um plano para evitar novas ocupações no terreno.

Os dois órgãos decidiram que vão cercar com muros a área após a retirada das famílias.

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