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Saúde23/01/2016 | 06h32

Reforço na importância do diagnóstico e tratamento de hanseníase em Joinville

No mês de combate à hanseníase, enfermeira da Unidade Sanitária de Joinville reforça a importância do diagnóstico e do tratamento adequado

Reforço na importância do diagnóstico e tratamento de hanseníase em Joinville Fabrizio Motta/Agencia RBS
Foto: Fabrizio Motta / Agencia RBS

O número de casos de hanseníase, uma das mais antigas enfermidades existentes, diminuiu ao longo do tempo, mas o preconceito acerca da doença ainda é grande, ressalta a enfermeira do Programa de Hanseníase da Unidade Sanitária de Joinville, Aline Rios Simões. Na cidade, foram registrados 20 casos da doença em 2014 e 19 notificações no ano passado.

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Atualmente, além dos 19 pacientes que realizam tratamento na Unidade Sanitária, outros 30 continuam tratando as sequelas da doença com especialistas.

— A maioria dos pacientes é encaminhada de algum consultório particular, unidade de saúde ou hospital. Ainda há muitas pessoas que desconhecem a existência da doença  —– diz Aline.

No mesmo local onde funciona a Unidade Sanitária, uma equipe com quatro voluntárias atua na Fundação Eunice Weaver, que auxilia os pacientes que recebem tratamento para a hanseníase. De acordo com a presidente da entidade, Armanda Gayoso Cerqueira, a fundação, que existe há 80 anos, se mantém com doações voluntárias e ações desenvolvidas na cidade.

— A nossa equipe se comprometeu a ajudar, principalmente, os pacientes carentes. E fazemos isso por meio da doação de cestas básicas, medicação, encaminhamentos para cirurgia de catarata e prótese dentária. Talvez o maior problema que enfrentamos seja o preconceito de muitas pessoas por receio de pegar a doença tendo contato com os pacientes. É falta de informação — afirma Armanda. 

Atendendo a cerca de 15 pacientes carentes no local, Armanda conta que uma vez por mês os voluntários entregam cestas básicas. Como é uma entidade não governamental, sobrevive de arrecadações com eventos e doações espontâneas da população.

— Quem estiver interessado em ajudar ou até mesmo em ser voluntário na entidade pode ligar para a Unidade Sanitária. Estamos precisando — reforça.

Em caso de suspeita da doença, procure a Unidade Sanitária na rua Abdon Batista, 172, Centro. Mais informações pelo telefone 3417-1377. A unidade atende das 7 às 13 horas.

Doença, diagnóstico e tratamento

— A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae transmitido pelas vias respiratórias do doente.  Assim que a pessoa começa o tratamento, deixa de transmitir a doença.

— A hanseníase é basicamente uma doença cutânea, mas que pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos do corpo.

— O diagnóstico da doença, que tem cura, é baseado em características como lesão de pele, alterações de sensibilidade, manchas e caroços no corpo, espessamento de nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés.

— Entre os vários sinais e sintomas, estão manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas pelo corpo com perda ou alteração de sensibilidade; área da pele com perda ou ausência de sensibilidade; sensação de formigamento ou diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato. A pessoa se queima ou machuca sem perceber. Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas e inflamação de nervos.

— O período de incubação da doença pode ser de dois a cinco anos e ela é transmitida enquanto não for tratada. Por isso, a importância de ficar atento.

— Locais com maior predisposição para o surgimento das manchas: mãos, pés, face, costas, nádegas e pernas.

Atenção

No dia 31 de janeiro haverá uma ação para orientar e informar a sociedade sobre a hanseníase. Haverá distribuição de frutas e água para a população em frente à Câmara de Vereadores de Joinville, das 8 às 12 horas. O momento marca o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, comemorado em 24  de janeiro.

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