Assaltos fazem com que moradores de Blumenau evitem ruas do Centro à noite - Cidades - O Sol Diário
 

Segurança10/03/2016 | 12h01

Assaltos fazem com que moradores de Blumenau evitem ruas do Centro à noite

A Rua XV de Novembro não tem escapado da violência

Assaltos fazem com que moradores de Blumenau evitem ruas do Centro à noite Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Sensação de insegurança atinge principal rua do Centro de Blumenau Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS
O aumento na sensação de insegurança atinge em cheio a principal rua do Centro de Blumenau. A XV de Novembro, um dos principais pontos de encontro dos moradores – em razão da vocação comercial e do acesso facilitado a bairros como Ponta Aguda e Victor Konder – não tem escapado da violência. A sequência de assaltos coloca em alerta as pessoas que trabalham ou circulam pela região e faz com que mudem os hábitos na tentativa de evitar os assaltos.

Três empresas são alvos de assaltos em Blumenau

Uma farmácia deixou de atender 24 horas de portas abertas para evitar os roubos. Agora, da meia-noite às 6h, abre somente após o cliente tocar a campainha. A gerente, que prefere não se identificar, conta que não foram registradas mais ocorrências nesse período do dia, mas os últimos assaltos ocorreram às 20h e 22h, horário em que ainda há circulação de pessoas na rua.

Quatro pessoas são vítimas de assaltos em Blumenau

Os ciclistas Ricardo Kluge, 40 anos, e James André Zucco, 44 anos, afirmam que alteraram a rotina do exercício físico na tentativa de evitar os assaltos. E mais: deixaram de publicar o trajeto no Facebook e evitam circular sozinhos e em locais mal iluminados dentro da cidade. A dupla se encontra pelo menos uma vez por semana com outros parceiros de pedal na Rua XV de Novembro, de onde parte para diferentes trajetos.

– Nossas rotinas foram modificadas em função da situação atual. A preocupação tomou conta do lazer – diz Kluge, que é piloto de aeronave.

Quatro assaltos são registrados em Blumenau

Em uma volta pela região, é fácil encontrar quem tem histórias para contar. O taxista Valmor Barbosa, 58 anos, diz que em um mês já ouviu cinco relatos de assaltos. De acordo com ele, algumas vítimas são trabalhadores abordados por volta das 22h enquanto se dirigem ao ponto de ônibus da Avenida Beira-Rio, após o término do expediente no shopping.

– Depois das 21h acalma o movimento na rua e fica mais perigoso. Os criminosos geralmente atacam em três e sempre há uma mulher na quadrilha – descreve.

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Neste mês, pelo menos três casos de roubos foram registrados na Rua XV de Novembro – o dado não leva em conta as pessoas que são assaltadas e não prestam queixa. Nem mesmo a iluminação do local e as seis câmeras de monitoramento da Polícia Militar instaladas em toda a extensão da rua são capazes de inibir a atuação dos criminosos.

Entre segunda e terça-feira dois roubos a pedestres foram registrados no local por volta das 21h e 22h, horário em que ainda há movimento de pedestres e veículos pela região. Nos dois casos, foram roubados celulares e dinheiro das vítimas. No primeiro dia do mês, uma farmácia também foi alvo dos assaltantes, que levaram dinheiro do caixa e o celular de uma das vítimas.

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A doméstica Nair Jacinto Wotmeyer, 47, trabalha em dois empregos na Rua XV, o que faz com que esteja presente na região pelo menos 13 horas por dia. Como precaução, evita circular por locais pouco movimentados e com baixa iluminação e carrega a bolsa sempre atravessada:

– Procuro não dar chance para o azar. Estou sempre com roupas simples e com bijuterias, mas mesmo assim, a partir das 20h não é aconselhável andar por aqui.

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