"A PM só usou a força quando houve necessidade", diz comandante-geral sobre protestos em Florianópolis - Cidades - O Sol Diário

Manifestações07/09/2016 | 12h54Atualizada em 07/09/2016 | 12h57

"A PM só usou a força quando houve necessidade", diz comandante-geral sobre protestos em Florianópolis

Coronel Paulo Henrique Hemm discorda de manifestantes que questionam ações dos policiais durante os atos ocorridos na Capital

"A PM só usou a força quando houve necessidade", diz comandante-geral sobre protestos em Florianópolis Betina Humeres/Agencia RBS
Comandante-geral da PM, Paulo Henrique Hemm Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Dos três protestos ocorridos na última semana em Florianópolis contra o governo do presidente Michel Temer, em dois deles houve confronto entre manifestantes e a Polícia Militar (PM). Pelo lado do organizadores houve bastante reclamação sobre o comportamento dos policiais, enquanto a corporação que alega ter agido para manter a ordem.

Diferentes vozes pedem a saída de Temer e novas eleições diretas

Em entrevista ao Diário Catarinense, o coronel Paulo Henrique Hemm, comandante-geral da PM de Santa Catarina, fala sobre a ação dos policiais nos atos e ainda comenta o pedido dos manifestantes pelo fim da corporação.

Manifestantes pedem saída de Temer em ato marcado por diálogo com a PM

Leia abaixo:

O senhor divulgou uma nota recentemente questionamento a posição da OAB em relação ao protestos. O que o senhor espera da OAB?
Não foi com relação à OAB, foi com a Comissão de Direitos Humanos (da OAB) e da maneira com que ele (presidente da comissão, Sandro Sell) postou entendendo que a polícia não estava preparada para tomar atitudes num evento dessa natureza. Pelo contrário, a Polícia Militar está muito bem treinada e equipada para qualquer evento que exija desde um policiamento até mesmo em situação de conflito para dar a resposta pautada no que a lei diz. Com relação a esse posicionamento, vamos buscar todos entes para que realmente possa a PM ser reconhecida como o tal, como a instituição que prima pela vida, pela legalidade, e que busca cumprir todos os requisitos em todos os eventos e dar a melhor resposta que o evento necessita.

Esses últimos protesto foram mais violentos, tivemos confrontos em dois deles. Isso muda a visão da Polícia Militar e a preparação para os próximos?
Não muda. A Polícia Militar está preparada para dar a resposta necessária para cada evento. E sempre pautada na legalidade. Em todas as manifestações há um contato prévio com a Polícia Militar para que possamos apoiar no que for necessário para dar total segurança a qualquer tipo de manifestação. A PM não tem cor partidária, ela está justamente para prover segurança às pessoas.

Manifestante é preso por pichação durante ato contra Temer em Florianópolis

Os manifestantes reclamam muito da truculência da Polícia Militar. O senhor acha que houve isso?
Jamais. A Polícia Militar, quando teve que usar a força, o fez para conter o evento. Jamais foi truculenta. A PM é uma polícia de respeito, preparada para dar a resposta necessária. A PM só fez uso da força no momento em que houve a necessidade para tal, quando houve a quebra da ordem pública.

Os manifestantes, entrem suas reivindicações, pedem o fim da Polícia Militar. Como o senhor recebe isso?
Deve ser o calor do momento. Porque, passando aquele momento, tenho certeza que em outro qualquer evento de outra natureza, em um assalto, um roubo, a primeira pessoa que ele vai lembrar é a Polícia Militar. E o telefone que é o 190 ele vai saber ligar. Estamos preparados e sabemos essas posições do calor do momento. Mas a polícia é uma instituição prevista dentro da Constituição Federal e temos certeza absoluta pelo trabalho que realiza que é só questionar se ela vê isso com bons olhos e queria que isso acontecesse.

Comando da segurança pública acompanha protestos em tempo real

Na manifestação dessa terça-feira uma rapaz foi levado para a delegacia por uma pichação. O senhor acha que levar para a delegacia os responsáveis por esses atos vai minimizar novas ações?
Cada um é responsável pelo ato que faz. Nós vamos sempre fazer com que a lei seja cumprida. Acredito que haja um maior bom-senso daqueles que participam, que podem participar de maneira ordeira e fará com que eles repensem uma situação. Porque toda a comunidade aceita manifestações, desde que sejam ordeiras.

VÍDEOS: confira imagens do protesto contra o governo Temer em Florianópolis

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