Carolina Bahia: "Ajudar Cunha a se safar é compactuar com a corrupção" - Cidades - O Sol Diário

Opinião09/09/2016 | 08h01

Carolina Bahia: "Ajudar Cunha a se safar é compactuar com a corrupção"

Quanto mais se aproxima a data da cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pior é a situação do ex-presidente da Câmara. O Supremo Tribunal Federal negou ontem, por 10 votos a 1, liminar para suspender a sessão da próxima segunda-feira. Embora deputados - em especial do PMDB – prefiram não adiantar o voto, muitos já falam que votarão pela cassação. Esse é o efeito “eleições municipais”. Dedicados às campanhas eleitorais de prefeitos e vereadores, os deputados são obrigados a dar satisfação a seus eleitores. Ajudar Cunha a se safar é compactuar com a corrupção.

Quem quer viver com essa fama? Só mesmo quem se lixa para a opinião pública. Mesmo assim, existe uma tropa de choque trabalhando nos bastidores, ao menos para aliviar a pena. É diante deste cenário que Cunha estará na Câmara para se defender. Quer constranger antigos comparsas com a sua presença. Cassado, sem foro especial e com o processo nas mãos do juiz Sérgio Moro, do que será capaz Eduardo Cunha?
 
 
Reação
Líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer, avisou logo cedo que o partido poderia obstruir a sessão de votação sobre a urgência do projeto que aumenta os vencimentos dos ministros do STF. Os tucanos estão certos em criticar esse reajuste que compromete o ajuste fiscal e prejudica os Estados.
 
Dobradinha
Bauer e o líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) estavam trabalhando em dobradinha.  Ferreira se posicionou contra a votação da urgência do projeto que aumenta os salários dos ministros do STF.
 
Suprema Corte
O governador Raimundo Colombo  desembarca em Brasília na segunda-feira para a posse da ministra Cármem Lúcia na presidência do STF. Horas antes, ele participa de um encontro de governadores. Vão analisar o quadro da crise e preparar reivindicações a serem apresentadas à nova presidente do Supremo.

Sem choro
Não surpreendeu a decisão do ministro Teori Zavascki que negou o pedido da defesa de Dilma Rousseff e manteve a sessão do impeachment. Quando estabeleceram o rito do processo, ministros avisaram que, daquele momento em diante, seria tudo por conta do Congresso.

JORNAL DE SANTA CATARINA

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