"Vivemos uma instabilidade jurídica e política", critica Fábio Brezola em Criciúma - Cidades - O Sol Diário

FALA, CANDIDATO!09/09/2016 | 16h38Atualizada em 09/09/2016 | 16h38

"Vivemos uma instabilidade jurídica e política", critica Fábio Brezola em Criciúma

Candidato do PT concorre pela segunda vez à prefeitura de Criciúma

"Vivemos uma instabilidade jurídica e política", critica Fábio Brezola em Criciúma Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação

O Diário Catarinense entrevistou quatro candidatos à prefeitura de Criciúma. Confira abaixo a entrevista com o candidato Fábio Brezola (PT):

Os acontecimentos em Brasília, o impeachment, não prejudicam sua candidatura?

Fábio - Eu estava preparado para enfrentar mais resistência. Mas as eleições municipais, de fato, estão municipalizadas. Criciúma é uma situação bem diferente da maioria das cidades do Estado. Vivemos uma instabilidade jurídica e política. Nos últimos oito anos tivemos quase dez prefeitos. Isto está fazendo com que a cidade fique estagnada. As pessoas querem um prefeito que resolva o problema do seu dia a dia. O debate não está tanto a nível nacional. Se eu disser que não vai atrapalhar, não sei. Pode ser que atrapalhe, não sei mensurar se é muito ou pouco. Mas está muito bacana, muito legal.

Sua coligação é menos expressiva. Mais adiante não implicaria em ter menos governabilidade?

Fábio - Tenho bom relacionamento com todos os partidos e lideranças em Criciúma. Fui convidado, menos pelo PP, por todos os partidos de Criciúma para migrar antes do período eleitoral. Alguns convites foram oficiais, tenho boa relação. Um dos maiores erros do PT a nível federal foi fazer esse grande arço de alianças, isso engessa. Hoje tem candidaturas em Criciúma que os partidos estão juntos só porque já está mapeado quem vão ser os secretários. E coisa mais grave, quem vão ser os fornecedores. A possibilidade de ser chapa pura nos dá a liberdade de não ter amarradas políticas para poder governar. Penso que se você manter boa relação com vereadores e partidos, mas não ter compromissos, você tem governabilidade enorme.

Com o PT não estando mais no poder em Brasília, se você for eleito os pleitos com o governo federal não ficariam mais difíceis?

Fábio - Acho que não. O prefeito da maior cidade do sul de Santa Catarina tem de ter a postura do prefeito da maior cidade do sul. Não pode andar com um pires na mão. Criciúma é uma metrópole. Vem muita gente de fora para estudar, se tratar, o trânsito fica mais complicado. Mas tem os dividendos disso. As pessoas estão vindo, movimentando. Depende muito da postura do prefeito. Se tiver um prefeito que chega lá para cobrar os deputados estaduais, federais, os senadores e o governo federal, vem. Pode ter certeza que vem.

Caso eleito, apostaria na regionalização do Hospital Santa Catarina?

Fábio - O prefeito de Criciúma precisa puxar esse movimento. Não é justo que Criciúma pague essa conta sozinho. Nós vamos puxar esse movimento para que o governo do Estado transforme em um hospital regional. Mas, até que isto aconteça, não podemos ficar de braços cruzados. Vamos propor para a Unesc para que o hospital seja transformado em hospital-escola. O Hospital Santa Catarina será celeiro para a formação de novos acadêmicos na saúde. Todos os médicos em formação farão residência lá no Santa Catarina. Enfermeiros, fisioteraputas... Vamos disponibilizar para a Unesc a estrutura física e eles vão disponibilizar aquilo que a gente mais precisa: a mão de obra para atender de graça.

O senhor propõe criar uma Controladoria Geral. Há corrupção no governo municipal?

Fábio - Sem dúvida. A corrupção está instaurada em todos os governos. Existem vários níveis de corrupção: a grande, a média e a corrupçãozinha do dia a dia. Aquele fornecedor, por exemplo, que está fornecendo tubo e dando percentual para esse ou para aquele. A gente sabe que acontece. Já existe um departamento de controladoria. Existe um técnico, que é ligado à secretaria, e alimenta o sistema como quiser. Vamos criar a Controladoria, com status de secretaria, ligada ao gabinete do prefeito. Todas as contas públicas serão analisadas. Hoje a prefeitura de Criciúma é uma caixa-preta, você nem sabe quantos cargos de confiança existem, não tem transparência.

Você sendo eleito, a Casan sai de cena?

Fábio - Ela entra em cena. Foi assinado um contrato com a Casan no dia 31 de dezembro de 2012, no apagar das luzes. Foi definido o seguinte. A lei estabelece que a taxa de esgoto pode ser de até 100%. Ou seja, se o cidadão paga R$ 100 de água, a lei diz que pode cobrar até 100% desse valor de esgoto. Aqui foram no limite. Se você gasta R$ 100 de água, paga também R$ 100 de esgoto. Como se chega nesse cálculo? Uma das coisas é o custo para fazer com que esse saneamento ande pela cidade, depende da topografia. A aqui, por causa dos morros, tanto a água quanto o esgoto descem por gravidade. Existem poucos equipamentos para levar a água até as casas e fazer o esgoto chegar ao ponto final. O custo não tem a necessidade de 100%. Esse acordo assinado com a Casan, aquele percentual, está deixando de entrar hoje para o caixa da prefeitura R$ 800 mil por mês, ou seja, R$ 10 milhões por ano. O que seria feito com isso? Temos o projeto de criação da policlínica da terceira idade. Só o rompimento com a Casan praticamente vai pagar a manutenção da policlínica. Vamos romper com a Casan, é uma bronca que vamos comprar.

Pensa em refazer a licitação do transporte coletivo?

Fábio - Saiu uma decisão do STJ que determinou que seja feita a licitação. Acho que é o mínimo. Mas temos que prestar atenção às exigências da nova licitação. Estamos com um problema grave de mobilidade urbana nacional. A gente precisa estimular as pessoas a usar o transporte público. Mas para isso precisamos criar condições. Esta é a ideia, criar novas regras para esta licitação que incluam uma frota maior, ônibus de qualidade e com wi-fi, essas tecnologias.

O que propõe para minimizar os problemas de mobilidade urbana?

Fábio - Hoje existem três terminais de ônibus em Criciúma. Vamos construir mais dois terminais. Um na região da Primeira Linha, Quarta Linha, enfim, naquela região, Vila São João. E outro no distrito Rio Maina. Vamos construir esses dois terminais, não é uma obra tão cara. Estamos disponibilizando mais passageiros para as empresas de ônibus. Se tem mais gente, vão faturar mais e, automaticamente, baixar a tarifa. Precisamos ter, no mínimo, um túnel. No mínimo duas ou três passarelas. Tem que buscar recurso, precisa fazer isso.

*Colaborou Lariane Cagnini

Nuvem de palavras do candidato

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