Barco de Itajaí que naufragou tinha mais pescadores do que o registro na Marinha - Cidades - O Sol Diário
 
 

Acidente26/10/2016 | 16h27Atualizada em 26/10/2016 | 16h27

Barco de Itajaí que naufragou tinha mais pescadores do que o registro na Marinha

Nesta quarta-feira buscas aéreas foram interrompidas, mas embarcações de resgate permanecem em operação

O naufrágio do barco de pesca Jorge Seif Junior, de Itajaí, completa uma semana nesta quinta-feira com uma série de perguntas sem resposta. Em seis dias de buscas ininterruptas, ainda não há sinal dos seis pescadores que continuam desaparecidos e a preocupação da Marinha é com o resgate. Mas uma informação conflitante nos registros da embarcação na Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí chama atenção. O barco tinha 22 tripulantes registrados _ entretanto, havia 24 homens a bordo quando ocorreu o naufrágio.

Os dados serão analisados no inquérito, instaurado pela Capitania dos Portos em Santa Catarina, que corre em Florianópolis. Essa investigação indicará as possíveis causas do acidente, e se poderia ter sido evitado. 

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O comandante da delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí, Alekson Porto, confirmou nesta quarta-feira que o barco, que pertence à empresa JS Pescados, havia passado por uma revisão em agosto e estava regularizado. A próxima revisão ocorreria no ano que vem.

Buscas sem resultados

Até agora, as buscas não trouxeram resultados. Os destroços recolhidos não foram confirmados como partes da embarcação, e não há sinal dos desaparecidos.

Na terça-feira, o helicóptero da Marinha sobrevoou todo o trecho entre Laguna e Itajaí, a cinco milhas da costa, para verificar a informação de parentes dos pescadores de que haveria a possibilidade de eles terem se abrigado em ilhas próximas. No entanto, nenhum sinal foi encontrado. Nesta quarta-feira o grupamento Search And Rescue (SAR), do 5º Distrito Naval, no Rio Grande do Sul, que coordena os trabalhos, informou que foram interrompidas as buscas aéreas devido às condições metereológicas _ mas as embarcações continuam na missão.

Na terça o navio-patrulha Macaé partiu do Rio de Janeiro (RJ) para auxiliar nas operações. A Marinha acredita que ainda possa localizar sobreviventes.

Uma das informações levadas em conta foi dada por tripulantes do barco de pesca, que afirmam que uma parte dos náufragos teria conseguido desatar a balsa salva-vidas, e poderia estar à deriva. Segundo os relatos, o barco afundou muito rápido, em cerca de cinco minutos.

Enquanto as buscas seguem, entre os familiares permanece a sensação de impotência e de falta de notícias. Nesta quarta-feira um grupo de parentes dos pescadores desaparecidos viajou a Rio Grande, na sede do SAR da Marinha, para acompanhar de perto o centro de comando das buscas.

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