Defesa de jovens presas durante protesto pedirá à Justiça investigação de conduta de PMs em ato - Cidades - O Sol Diário

Em Florianópolis12/10/2016 | 14h32Atualizada em 12/10/2016 | 15h37

Defesa de jovens presas durante protesto pedirá à Justiça investigação de conduta de PMs em ato

Mulheres foram detidas na noite de segunda-feira e liberadas na terça, após audiência de custódia. 

Defesa de jovens presas durante protesto pedirá à Justiça investigação de conduta de PMs em ato Leo Munhoz / Agência RBS/Agência RBS
Uma das jovens presas alega ter sido agredida no momento da prisão em flagrante Foto: Leo Munhoz / Agência RBS / Agência RBS

A defesa das duas jovens detidas durante o protesto contra a PEC 241 na noite da última segunda-feira, em Florianópolis, pretende questionar judicialmente a conduta da Polícia Militar (PM) nas prisões. O grupo ainda estuda as formas para pedir explicações junto à Justiça. Segundo a advogada Daniela Felix, que representa as duas mulheres, as provas para "responsabilizar pessoalmente as violações" estão sendo reunidas. 

— Os movimentos estão nos procurando, e a gente tem reunido todas as pessoas que foram machucadas para fazer registro de ocorrência. Algumas delas já fizeram, inclusive. A gente vai exigir providência, sim. Não só do comando, mas a gente tem material para a responsabilização pessoal dos policiais — afirma a advogada.

Segundo Daniela, o movimento pretende se reunir até o fim desta semana para organizar os próximos passos e escolher a melhor estratégia. 

— A gente pode provocar o Ministério Público ou, mediante o registro de ocorrência, junto à Polícia Civil. Nós contamos também com a parceria da Defensoria Pública que tem legitimidade para uma ação civil pública  — explicou. 

Além das três pessoas presas, outros cinco jovens foram encaminhados a hospitais da cidade após serem atingidos por balas de borracha disparadas pela PM. 

— Temos fotos e filmagens muito expressivas e muito nítidas das manifestações para ajudar nas possíveis identificações e responsabilizar pessoalmente a violações de lesão corporal e abusos de autoridade — explicou.

Jovem foi atingida por um tiro de bala de borracha na região da boca Foto: Marco Favero / Agência RBS

Durante a audiência de custódia na tarde de ontem, uma das mulheres presas afirmou ter sido arrastada por três policiais no momento da prisão. Além disso, a estudante disse que levou um golpe no rosto durante a abordagem policial. As duas jovens, que foram liberadas por volta das 16h de terça, fizeram exames no Instituto Geral de Perícias (IGP) para comprovar as agressões. Os documentos devem ser anexados ao pedido de investigação contra os policiais. 

Na segunda-feira à noite, logo após o fim do ato, a central de comunicação da PM informou que três agentes teriam se ferido. O Diário Catarinense tentou contato com o comando para questionar a gravidade dos ferimentos e o relato dos confrontos, mas a corporação não se manifestou.

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