Fies: "Não haverá prejuízos aos estudantes", garante ministro da Educação em Blumenau - Cidades - O Sol Diário

Mendonça Filho07/10/2016 | 09h55Atualizada em 07/10/2016 | 10h04

Fies: "Não haverá prejuízos aos estudantes", garante ministro da Educação em Blumenau

Mendonça Filho garante que repasses serão feitos, tanto aos contratos novos quanto aos renovados

Fies: "Não haverá prejuízos aos estudantes", garante ministro da Educação em Blumenau Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Repasse de R$ 10 milhões para SC foi oficializado ao Estado nessa semana Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

Em passagem por Blumenau na quinta-feira, 6, antes de ir a um evento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o ministro da Educação Mendonça Filho oficializou o repasse de R$ 10 milhões para Santa Catarina de um bolo de R$ 80 milhões para a educação brasileira. No Estado, parte será utilizada na continuidade da obra da nova escola de ensino médio do bairro Itoupavazinha, que está em construção. O ministro respondeu questões sobre os atrasos no Fies e a proposta de mudanças no ensino médio. Confira:

Cerca de 30 mil estudantes catarinenses estão há três meses sem receber repasses do Fies. Foi divulgado que o governo já cogita editar uma medida provisória para resolver a questão sem precisar esperar pela votação no Congresso. Como fica a situação?
A mensagem do governo aos estudantes é: fiquem tranquilos, não haverá prejuízos e esses repasses serão feitos, tanto aos contratos novos quanto aos renovados. Garanto também que, quando feitos, vão contemplar retroativamente os meses de atraso. A questão é que não há orçamento. O dinheiro existente não é suficiente para bancar os novos contratos, por isso se faz necessário que a gente tenha a aprovação do Congresso de crédito suplementar que foi demandado para suprir as necessidades do Fies e também do pagamento de custos relativos ao Enem de novembro. Tenho que aguardar essa votação, estamos tendo as tratativas com o Congresso para ver se haverá agenda para votar essa questão, senão estudaremos soluções, inclusive a de editar uma medida provisória.

Como o governo avalia as críticas sobre a reforma do ensino médio e possíveis retiradas de disciplinas como sociologia e educação física?
Primeiro que eu acho que há muito ruído e desinformação quanto a isso. O projeto que foi enviado ao parlamento trata apenas da nova arquitetura do ensino, definindo como obrigatórias as disciplinas de português e matemática. A complementação do conteúdo obrigatório depende da base nacional curricular, a partir de um sistema que leve em consideração as vocações individuais. Não podemos ter um modelo estático, onde quem vai estudar ciências exatas tem a mesma linha de ensino do que vai estudar humanas.

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