Greve dos bancários completa 30 dias e Federação convoca nova mesa de negociação - Cidades - O Sol Diário

IMPASSE05/10/2016 | 13h19Atualizada em 05/10/2016 | 13h19

Greve dos bancários completa 30 dias e Federação convoca nova mesa de negociação

Greve dos bancários completa 30 dias e Federação convoca nova mesa de negociação Caroline Borges / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Caroline Borges / Agência RBS / Agência RBS

A greve nacional dos bancários completa 30 dias nesta quarta-feira. E após nove reuniões sem acordo, a Federação Nacional do Bancos (Febraban) convocou os trabalhadores para uma nova mesa de negociação no fim da tarde de hoje. Assim, a expectativa é de que o encontro ponha fim ao impasse nos próximos dias. 

Nesta terça, quinto dia útil do mês, as agências do centro de Florianópolis registravam grande movimentação. Na sede do Banco do Brasil, próximo a catedral metropolitana, por exemplo, antes mesmo das 10h - horário de abertura do banco - muitos clientes aguardavam na fila de atendimento especializado. 

Segundo André Alves, servidor do Banco do Brasil e grevista, os sindicatos mantêm alguns funcionários dentro das agências para atender os chamados "serviços essenciais". No entanto, as filas e reclamações continuam. Nesta manhã, dentro dos bancos, a greve e os transtornos causados por ela eram compartilhados entre os que esperavam.

O José Atilho, 73 anos, precisava de auxilio para fazer as operações no caixa eletrônico e precisou esperar cerca de 20 minutos até ser atendido por um dos funcionários que trabalhavam de forma contingencial. 

— Tudo bem fazer greve, né? O problema é que mesmo eles ajudando, tem muitas coisas que não dá pra fazer no caixa — comentou o aposentado que foi embora sem conseguir realizar as operações financeiras que precisava. 

Com as mais de quatro semanas de paralisação até aqui, o movimento já se iguala ao de 2004 como o segundo maior da história. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a maior greve da categoria no país ocorreu em 1951, quando os bancários cruzaram os braços por 69 dias. 

Foto: Caroline Borges / Agência RBS

Em Santa Catarina, são 680 agências fechadas, o que equivale a cerca de 60% das operações paradas. O dado é do presidente Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região (SEEB), Marco Aurélio Silvano. Segundo ele, não houve avanço nas negociações desde a semana passada, quando ocorreu a última rodada de conversas. 

— A greve tem crescido a cada dia diante dessa insensibilidade dos banqueiros — afirma Silvano, acrescentando que são cerca de 120 agência fechadas na Grande Florianópolis.

Relembre os principais momentos da greve dos bancários 

Como fugir dos problemas

Embora ainda existam pessoas que recebem os salários e aposentadorias na boca do caixa, e portanto estão prejudicadas com a greve, a maioria dos serviços ainda pode ser realizado através dos caixas eletrônicos, que seguem funcionando, ou por meio do internet banking e aplicativos de celulares.

Para o pagamento de contas, além dessas duas ferramentas, a Febraban orienta os clientes a utilizarem os correspondentes bancários, tais como lotéricas, Correios e supermercados. 

Paralisados desde o dia 6 de setembro, os bancários exigem a reposição inflacionária do período (9,39%) mais 5% de ganho real. Já a Federação dos Bancos (Febraban) sinaliza com uma reposição salarial de 7%, extensiva aos benefícios, além de um abono de R$ 3,5 mil. Para o ano que vem, os bancários garantiriam a reposição da inflação mais aumento real de 0,5% A proposta, no entanto, foi rechaçada pelos trabalhadores. 

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