Litoral de Santa Catarina é o que tem mais pontos com certificação Bandeira Azul no Brasil  - Cidades - O Sol Diário

Tudo limpo13/10/2016 | 15h11Atualizada em 14/10/2016 | 16h27

Litoral de Santa Catarina é o que tem mais pontos com certificação Bandeira Azul no Brasil 

Praias em Florianópolis e Governador Celso Ramos foram aprovados para a temporada 2016 / 2017 e, pela primeira vez, uma marina catarinense também receberá a chancela 

Litoral de Santa Catarina é o que tem mais pontos com certificação Bandeira Azul no Brasil  Guto Kuerten/Agencia RBS
Lagoa do Peri recebeu a certificação também em 2015  Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS

Santa Catarina é o estado com maior número de pontos aprovados no programa Bandeira Azul, importante reconhecimento internacional de certificação ambiental para praias e marinas. Dos nove pontos aprovados no Brasil para a temporada 2016 / 2017, quatro estão no litoral catarinense: a Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos (SC) e a Lagoa do Peri, em Florianópolis, que tiveram a certificação renovada, além da Praia Grande, também em Governador Celso Ramos, e o Iate Clube de Santa Catarina, na Capital, que farão sua primeira temporada. A entrega das certificações será em novembro.

O programa Bandeira Azul faz certificações em três categorias com critérios bastante rígidos de proteção do ambiente marinho e costeiro em todo o planeta. As categorias são praias, marinas e embarcações de turismo e têm como base quatro pontos fundamentais: qualidade da água, segurança, gestão e educação ambiental. Este ano é a primeira vez que uma marina catarinense recebe o certificado.

Se para aprovar uma praia são avaliados quesitos como balneabilidade, guarda-vidas e recipientes adequados para lixo, entre outros, para marinas os quesitos se baseiam na qualidade visual da água.

—Marinas são para circulação de barcos, não é área para banho até mesmo pelos riscos de acidente. O que é avaliado é se há algo que possa prejudicar a água, se há sujeira ou óleo etc — diz a coordenadora nacional da Bandeira Azul, Leana Bernardi.

O Iate Clube de Santa Catarina, fundado há 74 anos, teve apenas a sede do Centro de Florianópolis aprovada — a outra sede fica no bairro Jurerê. No local circulam aproximadamente 450 embarcações.

— Temos outras certificações e licenças ambientais. A Bandeira Azul é criteriosa em relação ao contato da água com combustíveis e derivados de petróleo. Outro ponto é o esgoto. Todas as embarcações são como casas flutuantes, e o esgoto de cada uma deve ser tratado e não jogado no mar  — afirma Pedro Springmann, diretor de meio ambiente do clube.

Sede central do Iate Clube de Santa Catarina, em Florianópolis, foi aprovada pela primeira vez Foto: Iate Clube Santa Catarina / Divulgação

Este ano é a primeira vez que o programa incluiu a categoria embarcações de turismo, mas o Brasil ainda não teve nenhuma certificação.

Como as praias são avaliadas

O Programa Bandeira Azul começou em 1987 na Europa, e no Brasil existe desde 2004. É uma iniciativa da Foundation for Environmental Education (FEE — Fundação para Educação Ambiental) para promover o uso sustentável das áreas costeiros por meio de ações de educação ambiental. No Brasil, o programa é operado pelo Instituto Ambientes em Rede, de Florianópolis.

As avaliações são feitas em duas reuniões internacionais por ano. O encontro para votação dos pontos em países do Hemisfério Sul, onde o verão é entre dezembro e março, ocorre em setembro. Para os países do norte, em abril. Os inscritos passam primeiro para uma avaliação nacional para depois ir a júri mundial.

Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, teve certificação renovada para temporada 2016 / 2017 Foto: Agencia RBS

Este ano a votação foi no final de setembro em Copenhague e a divulgação somente na primeira semana de outubro, após o primeiro turno das eleições municipais.

As inscrições são feitas pelas prefeituras das cidades onde estão localizadas as praias, mas muitas vezes o próprio programa sugere pontos, como foi o caso da Lagoa do Peri, no Sul da Ilha de Santa Catarina. Uma vez certificadas, as responsabilidades de manutenção continuam:

— São feitas inspeções e temos pessoas nas comunidades cuja missão é observar a praia. Todas também têm uma grande placa informativa e com opção de contato caso alguém queira denunciar um problema. A bandeira pode ser retirada a qualquer momento, e recolada conforme a adequação dos critérios — ressalta Leana Bernardi.

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