Maioria dos deputados de SC na Câmara diz que aprova a PEC do teto dos gastos públicos - Cidades - O Sol Diário

FINANÇAS DA UNIÃO10/10/2016 | 13h40Atualizada em 10/10/2016 | 14h28

Maioria dos deputados de SC na Câmara diz que aprova a PEC do teto dos gastos públicos

Governo diz contar com 380 votos favoráveis à proposta, que precisa ser votada em dois turnos 

Maioria dos deputados de SC na Câmara diz que aprova a PEC do teto dos gastos públicos Alex Ferreira/Câmara dos Deputados,divulgação
Movimentação na Câmara começou cedo e votação deve ser realizada ainda na noite desta segunda-feira Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados,divulgação

A maioria dos deputados catarinenses na Câmara deve votar a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) 241, conhecida como PEC do teto dos gastos públicos. A medida determina que, pelos próximos 20 anos, as despesas públicas sejam reajustadas somente pela inflação oficial dos 12 meses anteriores, incluindo saúde e educação.

Entre os dez deputados federais catarinenses ouvidos pela reportagem até as 13h30 desta segunda-feira, seis se manifestaram a favor da PEC, enquanto três anteciparam que irão votar contra a proposta e uma deputada, Geovania de Sá (PSDB), diz que ainda estuda a questão para se manifestar. 

O QUE DIZEM OS DEPUTADOS

ANGELA ALBINO (PCdoB) - Contrária - ""Estive na comissão, representei o partido. A gente apresentou emendas, inclusive, retirando saúde e educação desse teto. Os debates agora na Câmara mostram claramente que, de fato, vai se cortar recursos de saúde, educação. Isto por um período de 20 anos. No Brasil não se pode economizar com educação. Voto contra com convicção, isto seria uma tragédia para o Brasil".

CARMEN ZANOTTO (PPS) - a reportagem ainda tenta contato com a deputada.

CELSO MALDANER (PMDB) - Favorável - "Voto a favor, é uma questão de salvação do Brasil. Não podemos pensar no nosso mandato, em política partidária. Não temos mais saída. É apenas o começo das decisões que têm de ser tomadas, das reformas necessárias para salvar o Brasil. As despesas são maiores do que a arrecadação, sem falar em juros e dívidas. Estamos perdendo créditos para poder tapar o furo".

DÉCIO LIMA (PT) - Contrário - "Voto contra, com convicção. Ela vai inviabilizar as políticas públicas sob o pretexto, uma conta de ajuste fiscal que não procede. A sonegação no Brasil é 30% do PIB. Os efeitos dessa PEC vão ser um desastre porque a saúde, a educação, os investimentos nas áreas de inclusão social vão ficar paralisados por 20 anos. Vão ficar cuidando dos ricos e deixando os pobres morrerem. É a PEC da malvadeza.

EDINHO BEZ (PMDB) - a reportagem ainda tenta contato com o deputado.

ESPERIDIÃO AMIN (PP) - Favorável - "Quando o Lula assumiu, durante 2003 e 2004, a grande maioria das negociações trabalhistas não conseguiu repor a inflação. No momento em que se faz essa garantia de que os orçamentos imediatamente seguintes poderão ser corrigidos pela inflação — no caso da educação e saúde se ganha mais um prazo — não tenho dúvidas de que é uma medida relativamente tolerável, considerando que é uma crise maior do que 2003 e temos que, de alguma forma, induzir investimentos. É o primeiro pedido de um governo que assumiu constitucionalmente. Não se pode negar o primeiro pedido do governante e deve se fazer força para atender o último pedido de um condenado". 

GEOVANIA DE SÁ (PSDB) - Indecisa - "Estou no gabinete agora, estudando toda a PEC, sei que ela é necessária ao país. Ou a agente faz isso ou vamos entrar num déficit que não vamos conseguir controlar. Mas ainda estudo tudo isso para me decidir como me manifestar".

JOÃO RODRIGUES (PSD) - Favorável - "Devo votar favorável. É necessário pelo país. Sei que politicamente é muito ruim para mim, mas nesse momento não estou avaliando minha situação. Não se sai da crise fazendo só benevolência, tem de cortar na carne. Minha contribuição ao país eu vou dar".

JORGE BOEIRA (PP) - a reportagem ainda tenta contato com o deputado.

JORGINHO MELLO (PR) - Favorável - "Vou votar favorável à PEC 241 porque é necessário que o governo dê um sinal claro que vai parar com a gastança sem critério. Com um controle severo, teremos a retomada do crescimento e espero que possamos aumentar de forma real os investimentos e melhorar a gestão em áreas importantes como saúde, educação e segurança".

MARCO TEBALDI (PSDB) - Favorável - "Sou favorável. Se o governo não tomar as medidas e cortar os gastos, em cinco anos ou dez anos estaremos todos mortos".

MAURO MARIANI (PMDB) - a reportagem ainda tenta contato com o deputado.

PEDRO UCZAI (PT) - Contrário - "Sou contra. Primeiro porque não é uma proposta conjuntural. Se tem problema agora, devemos resolver agora, mas não se pode projetar num país que tem tanta demanda na educação e dizer que vai congelar os investimentos na educação nos próximos 20 anos. Agora saúde, educação e política social deixam de ser prioridade e, por outro lado, deixa aberto o pagamento dos serviços financeiros. Por que não reduz para esses setores? Os pobres vão pagar as contas do reajuste. Quem paga imposto é a classe média e os trabalhadores. Não concordo, é um pacote de maldades. Por isso o presidente precisa fazer festa no domingo para ter deputados (presentes) na segunda."

ROGÉRIO PENINHA MENDONÇA (PMDB) - a reportagem ainda tenta contato com o deputado.

RONALDO BENEDET (PMDB) - a reportagem ainda tenta contato com o deputado.

VALDIR COLATTO (PMDB) - Favorável - "Votarei favorável. Não tem outra saída, não tem outro jeito. Não se pode gastar mais do que se recebe ou então se quebra. E o Brasil está quebrado. Ou cortamos os gastos ou vamos tornar o Brasil inadimplente. Está provado que saúde e educação não vão perder, terão seus valores garantidos".


 
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