Ministério Público faz operação contra fraude na fila do SUS em SC - Cidades - O Sol Diário
 
 

Investigação24/10/2016 | 12h20Atualizada em 24/10/2016 | 15h34

Ministério Público faz operação contra fraude na fila do SUS em SC

Agentes fazem buscas e prisões em cinco cidades do Estado

O Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), faz nesta segunda-feira a Operação Ressonância para combater uma fraude na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). Os agentes e promotores cumprem 19 mandados de busca e apreensão, oito de prisão temporária e três de condução coercitiva.

A ação ocorre em Florianópolis, Palhoça, Biguaçu, São João Batista e Major Gercino. Segundo o MP, a operação investiga crimes de falsidade ideológica, inserção de dados falsos nos sistemas de informação, corrupção passiva e crimes eleitorais. Estariam envolvidos cinco agentes públicos e terceiros.

Basicamente, explica o MP, os suspeitos violavam a fila de espera do SUS para exames de ressonância e tomografia por intermédio de procedimentos irregulares e cobrança de valores dos pacientes. O esquema paralelo visava captar pacientes de diversas cidades que tinham necessidade de fazer consultas e exames no sistema. Depois, o agendamento e a realização dos procedimentos eram manipulados.

O principal ponto de realização dos atos médicos era o Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis. As ações ocorriam mediante recebimento de valores em dinheiro ou benefício material. Além disso, houve casos de favorecimento em troca de vantagem política pela fidelização dos eleitores por parte dos investigados.

A operação partir de uma denúncia da Secretaria Estadual de Saúde (SES) enviada em novembro de 2015 para a 33ª Promotoria de Justiça da Capital.

"Inadmissível", diz secretário sobre prática

O secretário de Saúde do Estado, João Paulo Kleinübing, revelou nesta segunda-feira que a denúncia chegou através de funcionários de secretarias municipais que perceberam as irregularidades.

— O processo inicial no final do ano passado, quando recebemos a informação de que estaria acontecendo dentro de hospitais algum tipo de favorecimento para a realização de exames e procedimentos dentro de hospitais. Isso é inadmissível. Então a gente fez um trabalho conjunto no sentido de coibir isso — explicou Kleinübing.

O secretário não disse se havia funcionários da secretaria envolvidos no esquema. Segundo ele, é a partir de agora que ele vai tomar conhecimento dos envolvidos para então tomar medidas corretivas.

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