"O mar subiu e a onda veio", conta dona de restaurante em Araranguá  - Cidades - O Sol Diário

SUL DE SC17/10/2016 | 08h59Atualizada em 17/10/2016 | 11h01

"O mar subiu e a onda veio", conta dona de restaurante em Araranguá 

"O mar subiu e a onda veio", conta dona de restaurante em Araranguá  Guilherme Hahn / AGIF/AGIF
Foto: Guilherme Hahn / AGIF / AGIF

No dia seguinte ao tsunami meteorológico que atingiu o Sul de Santa Catarina no domingo, a manhã foi de trabalho para limpar as casas e estabelecimentos comerciais, contabilizar prejuízos e recomeçar em Araranguá. No Restaurante Orizon, no balneário Morro dos Conventos, uma onda avançou para dentro do estabelecimento, atingiu carros, arrastou mesas e causou pânico aos clientes por volta das 16h.

— Estava calor, não tinha chuva, de repente começou um vento forte, que eu não via assim há muito tempo. O mar subiu, como se tivesse inchado, e a onda veio, bateu aqui na mureta e quebrou — relembra a proprietário do restaurante, Amelia Teixeira.

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Moradora da localidade há 13 anos, a comerciante afirmou nunca ter visto algo semelhante, e que a correria foi grande. Famílias se abrigaram dentro do local com medo, os carros estacionados boiaram e as mesas e cadeiras foram amontoadas em um canto, levadas pela força da água.

— Na hora a gente estava em sete funcionários, ajudamos as mãe e as crianças principalmente, algumas ficaram tão assustadas que eu deixei usar minha casa, o banheiro, pra dar um banho quente e acalmar. A sorte que não foi ao meio dia que estava lotado. Servimos uns 150 almoços ontem — relata Amelia.

Veja o momento em que a água atinge restaurante

Na manhã desta segunda-feira, por volta das 7h, o mar estava calmo na localidade, sem danos aparentes aos demais estabelecimentos à beira-mar. A chuva continua na cidade mas não há registro de vento. 

Balsa encerra trabalhos mais cedo por falta de luz

Na noite de ontem, a balsa que faz a ligação de Araranguá com o distrito de Balneário Ilhas precisou encerrar as atividades quase três horas antes do normal. O temporal que atingiu a cidade deixou casas e ruas sem luz e, com a falta de iluminação na margem do rio, o equipamento parou de trabalhar por questão de segurança. 

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