Em depoimento, ex-vereador Juarez Pereira se declara inocente - Cidades - O Sol Diário

Operação Blackmail18/11/2016 | 08h01Atualizada em 18/11/2016 | 08h01

Em depoimento, ex-vereador Juarez Pereira se declara inocente

Ministério Público ouvirá o vereador João Carlos Gonçalves nesta sexta-feira

Em depoimento, ex-vereador Juarez Pereira se declara inocente  Alex Sander Magdyel/Agencia RBS
João Carlos Gonçalves foi levado ao IGP desde a última semana Foto: Alex Sander Magdyel / Agencia RBS

O Ministério Público (MP) ouviu nesta quinta-feira a cinco pessoas que são investigadas na Operação Blackmail em Joinville. Um deles foi o fiscal da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Júlio César da Silva, que é o pivô da investigação a partir de uma denúncia feita sobre suposto recebimento de vantagens indevidas durante a atuação profissional.

Investigados na Operação Blackmail serão ouvidos nesta quinta-feira 

Além de Júlio César, foram ouvidos a filha dele, Ana Carolina de Medeiros; a irmã dele, Elaine Cristina da Silva; o namorado da filha, Maurício de Lima Lopes; e o ex-vereador Juarez Pereira, do Partido Solidariedade. Todos estão presos preventivamente no Presídio Regional de Joinville.

A reportagem não conseguiu contato com o advogado de Júlio e de seus familiares. Mas o advogado do ex-vereador Juarez Pereira, Oraclides da Silva Pacheco, comentou o depoimento:

– Meu cliente respondeu a todas as perguntas do promotor. Para nós, está muito clara a inocência dele. Não há indícios de que tenha feito alguma coisa errada, que tenha incidido nos dois tipos penais que estão sendo apontados na investigação. Ressalto que não há elementos que possam futuramente chegar à condenação. Meu cliente também se colocou à disposição do Ministério Público para qualquer tipo de informação – afirmou Pacheco.

Nesta sexta-feira pela manhã, será a vez do MP chamar o vereador João Carlos Gonçalves (PMDB), também preso preventivamente desde o dia 8 de novembro, e único detido na Penitenciária Industrial de Joinville, isolado de outros internos. O advogado de Gonçalves, Aldano José Vieira Neto, informou que seu cliente deverá permanecer em silêncio porque a defesa não teve acesso ao que foi colhido pelo Ministério Público até agora.

De acordo com Neto, a investigação envolve várias pessoas e seria uma imprudência. O advogado prefere aguardar a definição se a investigação resultará ou não em denúncia à Justiça. Segundo ele, se o MP oferecer denúncia, o juiz vai intimar a defesa a apresentar resposta à acusação.

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