Equipe médica que atuou na tragédia da boate Kiss vai prestar auxílio em Chapecó  - Cidades - O Sol Diário

Recomeço30/11/2016 | 20h35Atualizada em 30/11/2016 | 20h49

Equipe médica que atuou na tragédia da boate Kiss vai prestar auxílio em Chapecó 

100 mil pessoas são esperadas para o velório coletivo das vítimas da tragédia com o avião da Chapecoense na Colômbia

darci debona

Uma equipe de psicólogos, enfermeiros e psiquiatras da Comissão de Controle e Manejo de Desastres que atuou com os parentes das vítimas da boate Kiss, em Santa Maria (RS), deve chegar em Chapecó nesta quinta-feira. Também devem chegar na cidade cerca e 100 profissionais da Cruz Vermelha. O médico da Chapecoense, Carlos Fogaça, disse que desde a manhã de terça-feira foi montada uma estrutura de atendimento de emergência na sede do clube.

Foram levadas macas, aparelhos para medir pressão, eletrocardiogramas e medicamentos necessários para dar o primeiro atendimento para desmaio e hipertensão. Ambulâncias também ficaram de prontidão na Arena Condá. Quando foi confirmada a morte de 71 pessoas, algumas desmaiaram, outras se desesperaram. Desde segunda há pelo menos quatro médicos, 10 psicólogos e um psiquiatra. A maioria são de profissionais da Unimed, que é patrocinadora do clube.

O secretário de Planejamento de Chapecó, Nemésico Carlos da Silva, disse que equipes de saúde do município também estão dando apoio. Mais de 200 pessoas foram atendidas em dois dias, segundo o presidente interino do clube, Ivan Tozzo. Também houve atendimento nas casas dos familiares das vítimas. Fogaça informou que no dia do velório devem ser disponibilizadas pelo menos quatro ambulâncias no estádio.

Dezenas de psicólogos estão trabalhando de forma voluntária. Um deles é o servidor público municipal e professor André Pedroza. Ele é mineiro, já trabalhou no processo de pacificação do Complexo do Alemão e há cinco anos mora em Chapecó. Ele afirmou que, diferente de grandes centros urbanos, onde as pessoas só veem os jogadores no estádio, em Chapecó havia uma convivência em outros ambientes como restaurantes, bares e escolas.

— Estou muito preocupado pois é a cidade que está em luto, não o time — declarou.

Ele afirmou que passar pelo luto é importante para evitar alguns transtornos. Perosa lembrou que, na primeira noite, muita gente foi ao estádio, um local de jogos, mas não havia nenhum time.Por isso ele entende que o atendimento psicológico é fundamental neste momento, para superar o choque.

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