Indústria de Joinville adere a equipamentos conectados à internet - Cidades - O Sol Diário

Joinville que Queremos18/11/2016 | 09h17

Indústria de Joinville adere a equipamentos conectados à internet

Empresas de Joinville aplicam inovações na produção, em exemplo que deve se tornar rotineiro nos próximos anos

Indústria de Joinville adere a equipamentos conectados à internet Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
A Pollux Automotion é uma empresa joinvilense que busca soluções tecnológicas para fábricas Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS
Rafaela Mazzaro

Especial

A internet se tornou uma ferramenta preciosa para se comunicar, estudar, trabalhar ou se entreter. Os serviços ganharam versões online, ditando novos comportamentos e formas de consumo. Pouco a pouco, a rotina de pessoas comuns é impactada pela rede, e não seria diferente com a indústria.

As empresas reconhecem a importância de se estar conectado e têm dado passos largos para alinhar a produção à tendência mundial. No setor, este movimento é conhecido como Indústria 4.0, Quarta Revolução Industrial, Fábrica Inteligente, Indústria do Futuro, Manufatura Avançada ou Internet Industrial, termo que mais pegou no Brasil, embora todas as nomenclaturas caminhem para a mesma aplicação: a utilização de máquinas altamente inteligentes, independentes do controle humano, ligadas à internet e preparadas para fornecer dados importantes a profissionais qualificados.

A estimativa da Associação Brasileira de Internet Industrial (Abii), fundada em Joinville em agosto deste ano para fortalecer a discussão nacional sobre produtividade e inovação dos meios de produção, é de que nos próximos cinco anos 50 bilhões de novos dispositivos estarão conectados à rede no mundo. Uma parcela significativa deste número estará dentro das fábricas. O presidente da Abii e diretor da Pollux Automotion, José Rizzo Hahn Filho, acredita que daqui a três anos as empresas brasileiras já tenham pelo menos uma estratégia ou plano de implementar o novo conceito.

Inovação está no centro das discussões empresariais de Joinville

– Se as indústrias não automatizarem seus processos, cada vez mais perderão poder de competitividade – justifica Rizzo.

Negócios voltados à inovação, como a própria Pollux Automotion, empresa joinvilense que busca soluções tecnológicas para fábricas, além de startups focadas em big data, analytics, nuvem, segurança e automação de conhecimento na área de software e em robótica avançada, manufatura aditiva, novos materiais, energias sustentáveis e simulação no campo da engenharia serão necessários para atender às novas formas de produção. Profissionais aptos a fazer a leitura dos dados fornecidos pelas máquinas também serão bastante requisitados nos próximos anos. Se, por um lado, não será preciso tantos trabalhadores operando máquinas, outros cargos deverão ser criados para suprir demandas inéditas.

– À medida que as mudanças ocorrerem, novas funções e postos de trabalho serão criados. Mas ainda não há uma resposta para a questão do desemprego.

Os desafios não param por aí. Para que a rede fabril funcione, primeiro é preciso que as operadoras de internet melhorem a qualidade e a velocidade do serviço, hoje um dos principais alvos de reclamações no País. Também é preciso pensar na segurança dos dados fornecidos pelas máquinas, além de investimentos.

– O Brasil teve a infelicidade de, bem neste momento, atravessar uma crise. Mas acredito que devemos começar a mudança mesmo que seja sem grandes investimentos, um passo por vez – avalia o presidente da Abii.

Leia mais notícias de Joinville e região no AN.com.br


Inovação na prática
A multinacional Embraco, fabricante de compressores herméticos para refrigeração, é uma das empresas de Joinville preocupada em inovar dentro das perspectivas da internet industrial e discute o novo conceito há pelo menos quatro anos. O gerente de tecnologia da informação (TI) da empresa, Luciano Borges, conta que, recentemente, a empresa criou um comitê interno sobre internet industrial para que os colaboradores possam compartilhar as experiências de cada área.

– Investimos entre 3% e 4% de nossa receita líquida em pesquisa e desenvolvimento – reforça o gerente de TI.

Em 2017, a Embraco deve aderir ao uso de robôs colaborativos, que terão capacidade de trabalhar ao lado dos trabalhadores sem riscos à segurança. Estes dispositivos serão fornecidos pela joinvilense Pollux e será a primeira etapa de uma série de ações que serão implementadas durante os próximos meses.

– A quantidade de informações geradas hoje em dia é tamanha, que se tornou impossível manejar tudo isso apenas com a mente humana. É necessário dispor de máquinas e equipamentos conectados para gerenciamento. Vemos este, resumidamente, como um esforço para melhorar a vida das pessoas, utilizando dispositivos, máquinas e equipamentos que vão extrair dados para transformar em informação – explica Borges.

Mão de obra especializada para atender às novas demandas da indústria não é uma preocupação da Embraco, de acordo com o gerente. Ele considera Joinville um polo não só industrial, como tecnológico:

– Joinville tem um polo de ensino muito voltado à temática da alta tecnologia, até pela natureza das empresas aqui existentes. Não temos dúvida de que a estrutura nesse campo será aprimorada, com o passar dos anos, e poderemos garantir que talentos profissionais estejam à altura das demandas cada vez mais desafiadoras.

A NOTÍCIA

Notícias Relacionadas

Joinville que Queremos 17/11/2016 | 10h44

Inovação está no centro das discussões empresariais de Joinville

O tema desta etapa do projeto Joinville que Queremos vai mostrar saídas para melhorar a cidade e olhar os problemas sob outra ótica

Joinville que Queremos 12/08/2016 | 08h49

Programa em Joinville oferece aulas gratuitas para pessoas com deficiência

Natação na Univille atende à comunidade em espaço para inclusão

Joinville que Queremos 09/08/2016 | 13h36

Projeto social no Jardim Paraíso em Joinville usa o esporte para fortalecer a cidadania

Mais de 50 crianças e adolescentes fazem parte do Projeto Leões de Judá

Joinville que Queremos 08/08/2016 | 08h04

Programas sociais em Joinville formam cidadãos por meio do esporte

Conheça os projetos que ensinam atividade esportiva e cidadania para jovens em situação de vulnerabilidade social. A segunda etapa do Joinville que Queremos vai apresentar histórias inspiradoras sobre o tema até o dia

Joinville que Queremos 18/06/2016 | 07h01

Entenda como Joinville se prepara para receber os recém-nascidos e dá suporte às grávidas atendidas na rede pública

No ECA, há um capítulo inteiro sobre a vida e a saúde como direitos fundamentais

OPINIÃO 17/06/2016 | 09h30

Direitos e Deveres

Sérgio Ricardo Joesting, promotor de justiça da infância e juventude fala sobre o ECA; para ele, a crise não é somente econômica ou política, é de falta de respeito

Joinville que Queremos 17/06/2016 | 09h01

Livro reúne relatos sobre aplicação do ECA no Norte de Santa Catarina

A publicação, com 270 páginas, faz um resgate histórico inédito no Brasil

Tema em discussão 16/06/2016 | 07h03

Joinville que Queremos: o que as crianças sabem sobre seus direitos

Desde cedo, as escolas ensinam, em sala de aula, sobre os direitos da criança e do adolescente. Como você encara o assunto? Durante 12 dias, o “AN” terá reportagens especiais sobre o tema

 

Mais sobre

  •                                
  •  
     
  •  
     
  •  
O Sol Diário
Busca
clicRBS
Nova busca - outros