Investigados na Operação Blackmail vão ser ouvidos nesta quinta-feira - Cidades - O Sol Diário

Segurança 16/11/2016 | 18h52

Investigados na Operação Blackmail vão ser ouvidos nesta quinta-feira

Justiça nega soltura do vereador João Carlos Gonçalves e de outros dois investigados nesta fase da operação

Investigados na Operação Blackmail vão ser ouvidos nesta quinta-feira Leandro S. Junges/Leandro S. Junges
Durante a investigação, policiais fizeram buscas na Secretaria do Meio Ambiente Foto: Leandro S. Junges / Leandro S. Junges

Cinco pessoas investigadas pela Operação Blackmail (chantagem, em inglês), e presas preventivamente no dia 8 de novembro, serão ouvidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira, a partir das 9h30.

São elas: o ex-vereador Juarez Pereira (Solidariedade), o fiscal da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Júlio César da Silva, a filha dele, Ana Carolina de Medeiros, a irmã de Júlio, Elaine Cristina da Silva, e o namorado da filha, Maurício de Lima Lopes. Desde a semana passada, dezenas de testemunhas estão sendo ouvidas, entre elas fiscais e comerciantes.

Os presos que vão prestar depoimento nesta quinta-feira fazem parte do núcleo 1 de investigação, que trata de suposto envolvimento na formação de organização criminosa para recebimento de vantagens indevidas. Estas vantagens aconteceriam a partir da indicação de serviços profissionais para regularizar infrações administrativas, e que eram identificadas por atuação do fiscal.

A data de depoimento dos integrantes do núcleo 2, do qual faz parte o vereador João Carlos Gonçalves (PMDB), ainda não havia sido confirmada até a tarde desta quarta-feira, mas pode ocorrer ainda nesta quinta ou sexta-feira.

A acusação sobre este núcleo é de crime de corrupção passiva e pagamento de vantagem indevida a fim de privilegiar interesses junto à administração pública municipal.

:: Saiba quais são as oito provas para prisões na Operação Blackmail

Neste núcleo, o vereador é o único preso preventivamente. Ele está na Penitenciária Industrial de Joinville (isolado de outros internos), diferentemente dos demais investigados presos, que estão em celas comuns no Presídio Regional de Joinville.

Como fica o trabalho de João Carlos Gonçalves na Câmara de Vereadores

O juiz da 2ª Vara Criminal, Gustavo Henrique Aracheski, negou os pedidos de revogação de prisão de João Carlos Gonçalves, Juarez Pereira e Elaine Cristina. Dos sete presos no dia 8 deste mês, somente o que estava detido em São Paulo foi solto, na última segunda-feira.

O advogado de Gonçalves, Aldano José Vieira Neto, classificou a prisão como "medida extremada" porque, segundo ele, a investigação em curso não diz respeito a crime de alta periculosidade, não há riscos e as diligências estão sendo feitas com sucesso.

O advogado de Elaine, Francisco de Assis Luciano, também questiona a decisão, alegando que a cliente tem filha menor de 12 anos, o que lhe daria amparo legal para liberação.

A investigação teve início para identificar se houve crime de corrupção praticado pelo fiscal Júlio e, a partir daí, se chegou aos demais citados na Blackmail. De acordo com a investigação, e que embasa a decisão de prisão preventiva, o fiscal indicava para a pessoa que estava sob fiscalização os serviços de contabilidade prestados por sua filha ou por sua irmã para regularização. Já o vereador foi identificado como um dos interlocutores do fiscal e estaria recebendo dinheiro de empresários.

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