Medellín faz reverência histórica e inesquecível à Chapecoense em noite de homenagens na Colômbia - Cidades - O Sol Diário

Solidariedade30/11/2016 | 22h59Atualizada em 30/11/2016 | 23h22

Medellín faz reverência histórica e inesquecível à Chapecoense em noite de homenagens na Colômbia

Cerca de 44 mil pessoas foram ao Estádio Atanazio Girardot para acompanhar a cerimônia nesta quarta-feira à noite

Medellín faz reverência histórica e inesquecível à Chapecoense em noite de homenagens na Colômbia Bruno Alencastro/Agência RBS
Foto: Bruno Alencastro / Agência RBS

Vamos, vamos Chape. O som ecoou forte no Estádio Atanazio Girardot, em Medellín, na Colombia. Eram 44 mil vozes, antes da cerimônia começar, dando uma lição ao mundo de que, definitivamente, "não é só futebol". Tudo para homenagear a Chapecoense, que no estádio, nesta quarta-feira, estaria jogando a primeira partida da final da Copa Sul-Americana. A tragédia, 71 mortos em um acidente aéreo, um time, uma cidade e um país devastado, ainda deixa a todos perplexos, e neste clima, Medellín mostra ao mundo que pode haver irmandade entre os povos.

Solidariedade que teve momentos intensos nas homenagens da tarde/noite colombiana. A arquibancada vestida de branco, tinha faixas, como uma com a palavra: "Imortais". Outra, lembrava: "Uma nova família nasce", e mais, dizendo "futebol não tem fronteiras". As camisas tinham dizeres: "Vieram para ser campeões, voltaram como lendas". Assim Medellin fez uma reverência histórica e inesquecível à Chapecoense, ao Brasil, a Santa Catarina, a Chapecó.

No campo, coroas de flores entraram, a banda marcial tocou os hinos nacionais e a marcha fúnebre, com respeito completo do público. Muito antes, às 16h45min na Colômbia (19h45min de Brasília) foram abertos os portões do estádio Atanásio Girardot para o público. Neste momento, a multidão de crianças, jovens, famílias e torcedores que começaram a entrar e visualizaram faixas com os dizeres: "Nasce uma nova família, Atlético + Chapecoense". 

Todos de branco, muitos com velas, outros com flores, muitos com camisas alusivas à Chapecoense. Nos dizeres: "Vieram por um sonho, voltaram como lendas". A emoção, presente em todos. A reportagem do DC falou com Nicole Mariana, 15 anos, que carregava rosas vermelhas:

— Sinto um vazio, algo que nunca pensei ver no nosso estádio de alegria — disse, antes de começar a chorar.

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