Sindicato diz que segurança é adequada e cobra agilidade no socorro - Cidades - O Sol Diário

Trabalho21/11/2016 | 09h01

Sindicato diz que segurança é adequada e cobra agilidade no socorro

Diferente do Ministério do Trabalho, Sitrapesca afirma que não há problemas graves

A percepção dos problemas de saúde e segurança do trabalhador na pesca, identificados pelo Ministério do Trabalho, diverge do posicionamento do sindicato dos trabalhadores em relação ao assunto. Eros Aristeu Martins, presidente do Sitrapesca, afirma que com exceção de espaços pequenos para dormir em barcos mais antigos, não há problemas graves no setor.

— Foi feito vistoria, pedido adequação, mas em algumas embarcações não tem como mexer. Só se tirar o barco da modalidade de pesca.

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O Sitrapesca cobra dos armadores (os donos dos barcos) a reposição dos equipamentos de proteção individual, como botas de borracha e roupas impermeáveis, a cada seis meses.

— Em relação à segurança está tudo 100%. Tratamos esses acidentes como uma fatalidade — afirma.

Entretanto, o sindicato tem ressalvas em relação à atuação do socorro e cobra um sistema mais eficiente. No caso de Linaldo Galdino de Brito, vítima da mordida de tubarão, quando os médicos da Força Aérea Brasileira chegaram até a embarcação, que estava a 180 milhas da costa do Rio Grande do Sul, já era tarde.

O Sitrapesca defende que os estados tenham lanchas de alta velocidade, que funcionem como ambulâncias. Entretanto, o delegado da Capitania dos Portos de Itajaí, capitão-de-fragata Alekson Porto, afirma que não haveria embarcação com propulsão suficiente para chegar à área onde estava o pescador ferido em poucos minutos.

No sábado, o corpo de Linaldo foi velado pelos amigos em Itajaí. Segue hoje de avião até Cabedelo, na Paraíba, onde será enterrado. No velório, um dos colegas, que não quis ter o nome divulgado, falou sobre o acidente. Disse que a tripulação voltou "apavorada". Ele mesmo disse que foi mordido por tubarões, mas sem ferimentos graves.

JORNAL DE SANTA CATARINA

 
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