Aedes aegypti é o maior desafio de saúde pública em 2017, diz ministro - Cidades - O Sol Diário

Cenário preocupante28/12/2016 | 18h16Atualizada em 28/12/2016 | 18h25

Aedes aegypti é o maior desafio de saúde pública em 2017, diz ministro

Chegado do calor e época de chuva também impulsionam a proliferação do mosquito Aedes aegypti

Aedes aegypti é o maior desafio de saúde pública em 2017, diz ministro Guto Kuerten/Agencia RBS
Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS

Em balanço de 200 dias de trabalho, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse esta semana que o combate ao mosquito Aedes aegypti é o maior desafio de 2017 na área de saúde pública. Com a expectativa de fechar 2016 com um crescimento dos casos de febre chikungunya em 627%, o ministro reiterou que o problema é sério porque o mosquito é o transmissor universal de vírus, que começou com a epidemia de dengue, zika e agora chikungunya. 

— Cada cidadão é responsável pelo combate ao mosquito. Não há força pública capaz de estar em todos os lugares eliminando os focos — disse. 

O governo previa entregar neste mês os repelentes para as 484 mil gestantes inscritas no programa Bolsa Família, mas atrasos no processo de compra do produto impediram o cumprimento do prazo. 

Embora tenham feito uma economia de R$ 128 milhões e comprado um produto com eficácia de 10 horas, ainda não há prazo para a entrega dos repelentes. A licitação já foi concluída e agora é aguardar para que nenhum concorrente da licitação entre com recurso. Vencidos os prazos de reivindicações, os repelentes devem começar a ser distribuídos em 15 dias após a assinatura de contrato. A expectativa em 2017 é de estabilidade para o número de casos de dengue e zika, mas com ampliação das notificações de chikungunya. Levantamento de 10 de dezembro mostra queda de 9,1% dos casos de dengue (1.487.673 casos ao total), 211.770 casos prováveis de zika (nem todos tiveram constatação com teste) e 263.589 casos prováveis de chikungunya.

Desde outubro de 2015, foram 2.289 casos de microcefalia registrados no Brasil e, em um ano, houve uma redução em 86% dos nascimentos de bebês com microcefalia. 

Outra ação do governo foi a compra de 3,5 milhões de testes rápidos para zika. O teste permite identificar em 20 minutos se o paciente está ou já foi infectado pelo vírus. Além das ações de combate, estão sendo investidos R$ 10 milhões para vacina contra a doença pelo Instituto Evandro Chagas (em parceria com a Universidade do Texas), outros R$ 11,6 milhões para o desenvolvimento da vacina da zika pela Fiocruz e R$ 100 milhões para pesquisa clínica da vacina da dengue pelo Instituto Butantan.

Situação em Santa Catarina

Santa Catarina registrou um aumento de 18% no número de casos autóctones de dengue – quando a transmissão da doença ocorre dentro do território catarinense – em relação a 2015. Os dados são do último boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive SC) no dia 21 de dezemnbro. Foram 3.995 ocorrências de 1º de janeiro a 17 de dezembro deste ano contra 3.279 no mesmo período do ano passado.

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