Casal catarinense comemora 2016: o ano em que o filho de um ano resistiu a doença grave no coração - Cidades - O Sol Diário

Feliz ano velho28/12/2016 | 06h16Atualizada em 28/12/2016 | 08h35

Casal catarinense comemora 2016: o ano em que o filho de um ano resistiu a doença grave no coração

Quando pensam no ano, Karla e Fernando dizem que só têm a agradecer, pois filho estar vivo e bem de saúde é um milagre

Casal catarinense comemora 2016: o ano em que o filho de um ano resistiu a doença grave no coração especial,sua vida,2016,superação,doença/Agencia RBS
Karla e Fernando Rosa, com os gêmeos Rafael e Amanda e o primogênito Gustavo  Foto: especial,sua vida,2016,superação,doença / Agencia RBS

No dia das mães de 2015 ela descobriu que estava grávida. Uma semana depois ficou sabendo que seriam gêmeos. Karla e Fernando Rosa, ambos funcionários públicos de 33 anos, levaram um susto. Já tinham um filho, o Gustavo, com cinco anos, que pedia muito por um irmãozinho. Iria ganhar dois de uma só vez. Durante a gestação o médico que a acompanhava no pré-natal desconfiou que um dos bebês, o menino, pudesse ter algum problema no coração. Foram a um especialista, que descartou qualquer anormalidade. A gravidez seguia sem maiores complicações, mas Karla ficou preocupada. E se o primeiro médico tivesse razão?

O parto foi prematuro, em dezembro daquele ano. Os dois bebês, Amanda e Rafael, nasceram bem. Pequenos, claro, mas aparentemente saudáveis. Teriam que ficar na UTI para terminarem de se desenvolver. Pouco depois, porém, Rafael começou a apresentar problemas, teve que  receber oxigênio e sua saúde piorava dia após dia. Foi levado de ambulância aérea às pressas para um hospital em Porto Alegre referência em atendimento cardiológico infantil. Aos 11 dias de vida e com apenas dois quilos passou por uma cirurgia cardíaca e no dia seguinte colocou um stent na aorta.

Fernando e Karla acompanharam o bebê na cirurgia. Enquanto isso, a maninha Amanda continuava na UTI da maternidade em Florianópolis, recebendo diariamente a visita dos outros membros da família. Karla conta que deixar a filha prematura no hospital e acompanhar o outro filho em Porto Alegre foi a decisão mais difícil que já tomou na vida, mas que não havia outro jeito naquela circunstância.

 Estar vivo é uma vitória

Foto: especial,sua vida,2016,superação,doença / Agencia RBS

 Foram três semanas separados, até que Rafael recebeu alta. ¿Enfim juntos, a maior felicidade do mundo¿, escreveu Karla em seu Facebook, em janeiro do ano passado. Depois daquilo, o pequeno Rafael já passou por três cateterismos cardíacos, para ajustes no stent, mas a história de provações ainda não chegou ao fim. Ele nasceu com um problema chamado coarctação da aorta e a solução definitiva é uma cirurgia cardíaca delicada, para reconstruir a parte danificada da veia aorta. Os médicos estão tentando adiar ao máximo a operação para dar tempo de Rafael crescer um pouco e ficar mais forte.

Quando pensam no ano de 2016, Karla e Fernando dizem que só têm a agradecer. Rafael estar vivo — e bem de saúde, apesar de tudo — é quase um milagre, depois de tudo que já passou. Há poucos dias ele e a mana Amanda comemoraram um aninho de vida, com direito a bolos rosa e azul e muitos ¿parabéns a vocês¿.  Os pais sabem que ainda têm muita luta e ansiedade pela frente, e que 2017 não será um ano fácil, mas estão otimistas.

— Se Deus quiser, será a cura definitiva de nosso filho — diz Karla, confiante.

A ideia é fazer a cirurgia de Rafael no HCor, em São Paulo. Em fevereiro eles terão uma consulta com o cirurgião Marcelo Jatene, considerado um dos melhores do Brasil nesta área, e depois, se for o caso, iniciarão uma campanha para arrecadação de fundos, já que o plano de saúde não cobre a maioria dos gastos e a cirurgia pode chegar perto dos R$ 70 mil, computando todos os gastos. Os tratamentos e estadias para acompanhar o menino nos hospitais só têm sido possíveis graças à ajuda de amigos, familiares e campanhas.

— O que importa é que nosso guerrerinho termina 2016 vivo, bem e em casa. Não podemos querer mais do que isso — conclui.

Leia também:

Conheça a história de Caio Szerszen, menino de 9 anos que ganhou nova vida em 2016

Após anos de espera, catarinense adota duas crianças e tem 2016 marcado como o ano em que a família ficou completa

2016: um ano marcante para o artista catarinense Luciano Martins

Depois de perder tudo em incêndio, casal de Florianópolis realiza sonho de viajar de carro até o Alaska para ver a aurora boreal

 
  •                                
  •  
     
  •  
     
  •  
O Sol Diário
Busca
clicRBS
Nova busca - outros