Juiz é multado após conduzir veículo sem CNH e se negar a realizar teste do bafômetro - Cidades - O Sol Diário

Em Florianópolis26/12/2016 | 13h03Atualizada em 27/12/2016 | 11h14

Juiz é multado após conduzir veículo sem CNH e se negar a realizar teste do bafômetro

Magistrado recentemente foi convidado para ser assessor do relator da Operação Lava- Jato no STJ, ministro Félix Fischer

O juiz do Tribunal de Justiça (TJ-SC) Rafael Bruning foi multado na manhã desta segunda-feira na SC-405, em Florianópolis, após ser flagrado dirigindo sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e se recusar a realizar o teste do bafômetro. Uma viatura da polícia percebeu que Bruning conduzia o carro acima da velocidade e pediu que ele parasse. Na abordagem, o juiz, que recentemente foi convidado para ser assessor do relator da operação Lava- Jato no STJ, ministro Félix Fischer, teria apresentado um Boletim de Ocorrência (BO) relatando o extravio da CNH.

Segundo Fábio Machado, major da Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina (PMRv-SC) e responsável pela comunicação da corporação, o juiz não apresentava sinais de embriaguez. A ocorrência foi registrada no início da manhã, por volta das 7h, e não houve nenhum tipo de tumulto ou discussão. Como foi impedido pelos policiais de voltar a conduzir o carro, a irmã do juiz precisou ir até o posto da PMRv, que fica localizado também na SC-405, no Rio Tavares.

— Eu estou de folga, mas segundo o que os policiais me passaram, ele foi parado pela policia, se negou a fazer o teste e por isso foi multado. Fora isso, não tenho mais informações — afirmou Machado.

De acordo com o juiz, a CNH teria sido perdida em uma viagem em novembro. Por conta disso, o BO foi feito. A reportagem do Diário Catarinense conversou com ele por telefone nesta manhã. Bruning afirmou:

— Eles me pararam. E eu, como qualquer cidadão comum que pode sofrer as mesmas penas que qualquer outro, recebi uma multa administrativa por não estar com a minha carteira.

Questionado do porquê de ter se recusado a fazer o bafômetro, Rafael Bruning afirmou que tem prerrogativa da lei para isso. 

— Eu não quis fazer. Tenho esse direito como todo mundo — garantiu.

Na tarde desta segunda-feira, quando a notícia já repercutia nas redes sociais, o magistrado usou sua conta pessoal no Facebook para se manifestar sobre o que chamou de "peso de ser magistrado". Ele mencionou o boletim de ocorrência feito para comunicar o extravio da CNH e também reforçou que não tinha motivos para fazer o teste do bafômetro.

— Eu também sou cidadão e achei que não havia motivo, pois o próprio policial mencionou não haver sinais de embriaguez (fui apenas multado administrativamente). Mas como sou um juiz o caso ganhou repercussão (embora isso aconteça cotidianamente). Enfim acabei ficando bem triste, estou chateado comigo mesmo, e também pela repercussão sensacionalista do fato (e os inevitáveis comentários maldosos que acabam ocorrendo). De todo modo, prestados os esclarecimentos, peço desculpas pela falha, tanto aos meus amigos, à sociedade e ao Poder Judiciário que tanto tenho orgulho de representar — escreveu.

O DC tentou contato com os policiais que atenderam a ocorrência, mas eles se negaram a comentar o assunto.

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