Justiça determina que o Hospital de Caridade, em Florianópolis, informe o valor exato dos débitos com o 13º  - Cidades - O Sol Diário

SAÚDE27/12/2016 | 21h49Atualizada em 28/12/2016 | 07h38

Justiça determina que o Hospital de Caridade, em Florianópolis, informe o valor exato dos débitos com o 13º 

Determinação deve ser cumprida dentro do prazo de 24 horas, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia 

Após uma semana de greve, o impasse envolvendo os servidores e a administração do Imperial Hospital de Caridade, em Florianópolis, ganhou um novo capítulo. Por volta das 18h30min desta terça-feira, a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Viviane Colucci determinou que a unidade de saúde informe dentro do prazo de 24 horas o valor exato devido a cada trabalhador referente ao 13º. Caso descumpra a determinação, o Caridade será multado em R$ 50 mil (por dia).

Conforme o sindicato que representa a categoria (SindSaúde), o próprio sindicato havia solicitado esses dados ao hospital, mas não teve acesso aos valores e, por isso, a ação foi movida com base no total da folha, R$ 2,4 milhões. 

— A desembargadora entendeu que eles (o hospital) já pagaram uma parte do salário e resta um saldo. Então, ela pediu qual é esse saldo para bloquear apenas esse valor e fazer o pagamento judicial para essas pessoas — explica a presidente do SindSaúde/SC, Edileuza Garcia Fortuna.

Ainda conforme o sindicato, dos 937 servidores que trabalham no local, 191 ainda não receberam o pagamento. Na tarde desta segunda-feira, a administração enviou um novo ofício em resposta à contraproposta do sindicato. No documento assinado pelo provedor Luiz Mário Machado, o hospital sustentou o negociação de parcelar em seis vezes o 13º salário de quem ainda não recebeu.

No documento, a administração disse ainda que atual situação do Caridade "leva a direção do IHC a pensar num eventual fechamento geral de suas atividades". 

— Antes de fechar o hospital eles podem recorrer a várias instâncias. Se quiserem, podem dar a chave para os trabalhadores. Inclusive ontem, em assembleia, falamos sobre isso. Os trabalhadores podem, inclusive, formar uma cooperativa e administrar o hospital — afirmou uma das diretoras do SindSaúde, Eloísa Helena Pereira.

Desde a semana passada, apenas casos graves são aceitos no local. Além disso, cinco alas do hospital estão fechadas e as cirurgias eletivas seguem suspensas.

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