Nivaldo conta reação do filho ao saber da tragédia da Chapecoense: "O dindo morreu também?" - Cidades - O Sol Diário

Tristeza01/12/2016 | 16h56Atualizada em 01/12/2016 | 18h15

Nivaldo conta reação do filho ao saber da tragédia da Chapecoense: "O dindo morreu também?"

Cadu Gaúcho era padrinho do menino João Pedro, de 6 anos

Nivaldo conta reação do filho ao saber da tragédia da Chapecoense: "O dindo morreu também?" Eduardo Matos/Gaúcha
Goleiro Nivaldo Foto: Eduardo Matos / Gaúcha
darci debona

O goleiro Nivaldo até tentou evitar que o filho João Pedro, 6 anos, soubesse o que tinha acontecido com o avião da Chapecoense. Mas aos poucos o menino foi sabendo das notícias. Ele ouviu as pessoas falando sobre o acidente e perguntou se Danilo e Cleber Santana haviam morrido. Nivaldo confirmou. Então ele comentou que o "dindo", Cadu Gaúcho, que era padrinho do menino, também estava no voo. Nivaldo tentou desconversar. Mas depois, quando o menino viu uma lista de nomes na televisão, fez a pergunta:

— Pai, o Dindo morreu também? — questionou

— O Dindo morreu, eles foram jogar lá no céu — respondeu Nivaldo.

O goleiro disse que isso lhe "cortou o coração". Jogador há mais tempo no grupo da Chapecoense, desde 2006, disse que parece mentira o que aconteceu. Nivaldo soube do acidente quando a esposa de Cadu, Ana Preus, ligou falando do acidente. Ele foi para a casa dela para tentar saber mais notícias. Para o goleiro, Cadu era como um irmão. Um brincava com o outro. Dividiam o chimarrão. Atuaram juntos no acesso para a Série C em 2009. Cadu até fez um gol contra na semifinal contra o Macaé.

O goleiro chora ao lembrar dos companheiros, que deram a vida pelo clube. Lembrou que seu filho também brincava com o filho de Danilo, Lorenzo. Ele também poderia estar no voo. Caio Jr. tinha planejado usar o goleiro nos dois últimos jogos do Brasileirão, contra Palmeiras e Atlético-MG. Faltavam dois jogos para ele completar 300, e daí pretendia se aposentar. Mas como o voo ia direto de São Paulo para Medellín, acabaram optando por levar apenas Follmann como reserva de Danilo para os dois jogos.

Nivaldo disse que pretende ajudar o clube, seja jogando, seja na diretoria.

— No que depender de mim vou fazer de tudo para levantar a Chapecoense — disse o goleiro. 

O presidente do clube, Ivan Tozzo, que era vice e assumiu o cargo em virtude da morte de Sandro Pallaoro, já disse que quer contar com goleiro. Afinal, Nivaldo é o maior vencedor da história da Chapecoense e junto com Nenén, são os únicos que levaram um time da Série D para a Série A. Agora ambos podem ajudar a reconstruir o time.

Acompanhe:
Todas as notícias sobre o acidente com o avião da Chapecoense na Colômbia

 
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