Operação investiga esquema de corrupção em cobrança de royalties em Santa Catarina - Cidades - O Sol Diário
 
 

Polícia Federal16/12/2016 | 08h37Atualizada em 16/12/2016 | 08h43

Operação investiga esquema de corrupção em cobrança de royalties em Santa Catarina

Ação acontece em 10 estados mais o Distrito Federal 

A Polícia Federal (PF) realiza na manhã desta sexta-feira uma operação para combater um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral. Além de Santa Catarina, as ações ocorrem em outros 10 Estados e Distrito Federal. Ao todo, são 29 conduções coercitivas, quatro mandados de prisão preventiva, 12 de prisão temporária, sequestro de três imóveis e bloqueio judicial de valores depositados que podem alcançar R$ 70 milhões. 

As provas recolhidas pelas equipes policiais devem detalhar como funcionava um esquema em que um Diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral detentor de informações privilegiadas a respeito de dívidas de royalties oferecia os serviços de dois escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria a municípios com créditos de CFEM junto a empresas de exploração mineral.

Até onde a polícia conseguiu mapear, a organização investigada se dividia quatro núcleos: o núcleo captador, formado por um Diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e sua esposa, realizava a captação de prefeitos interessados em ingressar no esquema; o núcleo operacional, composto por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da esposa do Diretor do DNPM, que repassava valores indevidos a agentes públicos; o núcleo político, formado por agentes políticos e servidores públicos responsáveis pela contratação dos escritórios de advocacia integrantes do esquema; e o núcleo colaborador, que se responsabilizava por auxiliar na ocultação e dissimulação do dinheiro.

Segundo a PF, entre uns dos investigados na operação estaria uma liderança religiosa que recebeu valores indevidos. A suspeita a ser esclarecida pelos policiais é que este líder religioso pode ter "emprestado" contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores.

As ações da PF acontecem nas seguintes unidades da federação: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minias Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

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