Praia do Pântano do Sul, em Florianópolis, é ideal para atividades náuticas e crianças - Cidades - O Sol Diário

DC Pelas Praias26/12/2016 | 17h03Atualizada em 26/12/2016 | 17h32

Praia do Pântano do Sul, em Florianópolis, é ideal para atividades náuticas e crianças

Localizada a 26,5 km do Centro de Florianópolis, praia fica numa tradicional comunidade pesqueira

Praia do Pântano do Sul, em Florianópolis, é ideal para atividades náuticas e crianças Betina Humeres/Agencia RBS
Mar calmo, pescadores e tranquilidade: Pântano do Sul é ideal para curtir com a família Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Quem vê no mapa onde está localizado o Pântano do Sul, pode até pensar duas vezes se vale a pena encarar a distância de 26 km a partir do Centro de Florianópolis para aproveitar a praia no Sul da Ilha. Quem já chegou lá, garante que os 40 minutos gastos no trânsito compensam. Na segunda-feira após o Natal, o sol que tanto faltou no começo de dezembro brilhou na Capital e fez encher as praias da cidade.

Muito embora estivesse cheia, a praia do Pântano não chegou a lotar. E esse é um dos maiores atrativos. Por não ser badalada como as praias da região Norte, tem espaço na areia, mar calmo perfeito para as crianças brincarem e para a prática de atividades náuticas, como caiaque, stand-up paddle e banana boat. Além disso, claro, oferece tradicionais restaurantes de frutos do mar.O Pântano do Sul é uma das principais comunidades pesqueiras da cidade. 

Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Passeio de caiaque, mô quiridu!

— O segredo é o vento norte. Quando sopra o leste é bom também — explica Nilo Vicente, nativo do bairro que há 20 anos trabalha com aluguel de caiaques.

Era ainda 12h de segunda e Vicente já tinha avistado alguns ¿rabos de galo¿ no céu — nuvens que se parecem com flâmulas ou fiapos — e são prenúncio de vento sul.

— Aí sai todo mundo correndo. Nossas barracas são armadas e amarradas com cordas para não voar.

Ele explica que vento sul, se for de leve, é bom e a água até esquenta. Já o vento norte gela a água:

—No verão tem mais vento norte, mas aí sempre muda o tempo quando esquenta muito e é o vento sul que sopra à tarde.

Nilo Vicente: sabe tudo sobre vento Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Quanto custa:

Caiaque: R$ 20 / 30 min
Stand-up: R$ 25 / 30 min
Banana Boat: R$ 30 / 15 min

Ótima para quem curte trilhas

A praia do Pântano se conecta à praia dos Açores e da Solidão, à direita, o que dá a sensação de ser uma praia só. A distância é de aproximadamente 3,5 quilômetros. Mas não se iluda, porque são diferentes: enquanto que no Pântano o mar é calmo, na Solidão tem boas ondas para surfistas. Ao final da praia da Solidão, começa a trilha para a praia do Saquinho.

Vale a pena ficar mais que um dia

Tem quem não se importe em encarar 40 minutos de carro (tempo estimado com trânsito fluido) para curtir o Pântano por apenas um dia. Se esse não é o seu caso, o bairro já conta com pousadas a preço acessível.

Praia rasa e com água transparente Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

A vantagem de passar mais que um dia é a possibilidade de curtir tudo o que o Pântano pode oferecer: atividades no mar, passeio de barco, trilhas, caminhada na areia, comidinhas nos restaurantes de frutos do mar. 

Alguns moradores também preparam as casas e alugam durante a temporada. É só conversar na vizinhança e logo se descobre quem aluga quartos ou a casa inteira.

O dia a dia dos pescadores Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

— Aqui tem uma cultura muito enraizada. As pessoas ficam encantadas em ver o dia a dia do pescador, de comer peixe fresco, curtir a natureza — diz Alex Luiz Mariano, nativo do bairro que há 10 anos mudou-se para São Bento do Sul.

Saída para a Lagoinha do Leste

Barco em direção à Lagoinha do Leste, localizada do outro lado do morro Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Para aqueles que preferem um barquinho a encarar as subidas íngremes da trilha para a Lagoinha do Leste, cuja entrada fica pouco antes do acesso à praia, há barcos que fazem o serviço de leva e traz. O trajeto dura aproximadamente 30 minutos e custa R$ 30 por trecho. Se o tempo está ruim, não tem jeito, tem que voltar por trilha.

Os barcos partem de um estande localizado à esquerda da entrada principal. Não há mínimo de pessoas e, durante a temporada, os horários de saída dependem da demanda.

Estacionamento, só na rua!

Até o final de 2015, era comum o estacionamento de carros na faixa de areia. O hábito, além de deixar o local feio, era sinônimo de risco à segurança das crianças e pedestres, brigas por causa de som alto, além de poluir. Desde a proibição, o bairro só teve a ganhar:

— Viemos da Espanha quase todos os anos e agora tem mais opções de estacionamento na rua. Isso facilita bastante — diz Ana Ramirez, que curtia a praia com a família de nove pessoas.

Estacionamentos em terrenos próximos à praia custam R$ 10 a diária. Há pouco espaço na rua, por isso a opção é procurar um lugar privado.

Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Informações importantes:

6 banheiros móveis
1 posto salva-vidas
Restaurantes de frutos do mar: há diversas opções, desde o famoso Arante ao tradicional Vadinho

Para consumir na areia:
Água: R$ 2,50
Água de coco: R$ 7
Caldo de cana: R$ 5
Cerveja: a partir de R$ 4 ou três por R$ 10
Refrigerante: R$ 3

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*Os repórteres do DC Pelas Praias estão diariamente circulando pelo litoral catarinense durante o verão. Acompanhe aqui e nas redes sociais do DC a nossa cobertura da temporada.

 

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