Radiação ultravioleta atinge nível extremo nesta semana na maioria das cidades de Santa Catarina - Cidades - O Sol Diário

Verão28/12/2016 | 17h53Atualizada em 29/12/2016 | 09h08

Radiação ultravioleta atinge nível extremo nesta semana na maioria das cidades de Santa Catarina

Até 2 de janeiro, incidência de raios solares será altíssima e cuidados com a pele devem ser redobrados, sugerem dermatologistas e Epagri Ciram

Radiação ultravioleta atinge nível extremo nesta semana na maioria das cidades de Santa Catarina /Agencia RBS
Foto: Agencia RBS
Cristian Edel Weiss
Cristian Edel Weiss

cristian.weiss@diario.com.br

A incidência dos raios solares ultravioleta atinge o nível máximo na maior parte de Santa Catarina nesta semana. 

Numa escala de 1 a 16, que mede desde a mais baixa (em que é possível se expor ao sol sem danos à saúde pelo tempo que quiser) à mais extrema (que exige evitar sol ao meio-dia, permanecer na sombra, usar boné, camisa e protetor solar), o índice ultravioleta (IUV) referente ao território catarinense tem ficado entre 14 e 15 em todos municípios até o dia 2 de janeiro, segundo a Epagri Ciram, órgão estadual de monitoramento do clima.

Os dias mais críticos serão os dias 30 e 31 de dezembro, quando praticamente todo o território catarinense é mais afetado. Nesta quarta e quinta, apenas o Extremo-Oeste e o Litoral terão uma radiação um pouco mais baixa, mas ainda extrema. Nos dias 1º e 2 de janeiro, as regiões mais afetadas serão o Planalto Norte e a Serra. 

Veja a incidência de raios IUV até o dia 2 de janeiro, segundo a Epagri Ciram:
Os tons de roxo mais escuros nas imagens de satélite indicam os níveis extremos

Segundo a Epagri Ciram, o mapa indica a previsão do índice ultravioleta máximo no horário do meio-dia solar, considerando quantidade de ozônio, posição do sol, tipo de superfície, cobertura de nuvens e outros fatores. 

O meteorologista do órgão Marcelo Martins alerta para a necessidade de uso constante do protetor se for sair de casa e, se possível, evitar exposição direta ao sol. A recomendação da Organização Mundial de Saúde é procurar se manter à sombra, usar boné e não sair ao sol ao meio-dia. 

Conforme a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, os horários mais seguros para atividades ao ar livre são antes das 10h e depois das 16h, quando a quantidade dos raios UV é reduzida. A exposição acumulada aos raios de sol contribui para o desenvolvimento do câncer de pele

Pessoas de pele clara correm mais risco de desenvolver o câncer de pele, sendo que a incidência aumenta com a idade e é mais frequente entre os homens do que com as mulheres. Mas todos devem se cuidar, retocando o protetor solar com frequência. 

Segundo o dermatologista Daniel Holthausen Nunes, é importante usar o protetor mesmo se estiver nublado. O mormaço também causa queimaduras na pele, porque as nuvens filtram mais o calor do que a radiação. 

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