Após polêmica, governo federal retira cartazes de campanha de trânsito - Cidades - O Sol Diário

Gente boa também mata05/01/2017 | 20h16Atualizada em 05/01/2017 | 20h16

Após polêmica, governo federal retira cartazes de campanha de trânsito

Banners da campanha "Gente boa também mata" tiveram repercussão negativa nas redes sociais

Após polêmica, governo federal retira cartazes de campanha de trânsito Agência Brasil/Divulgação
Cartaz da campanha Foto: Agência Brasil / Divulgação
Agência Brasil
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Os cartazes da campanha "Gente boa também mata" foram retirados de várias cidades do país e serão substituídos por outros, sem imagens de pessoas. É o que informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) nesta quinta-feira. De acordo com a secretaria, os filmes e outras peças da campanha vão continuar a ser veiculados sem alterações.

Os banners da campanha, promovida pelo Ministério dos Transportes, foram retirados após repercussão negativa nas redes sociais por associar pessoas que fazem boas ações, que têm boas condutas com o ato de matar.  Para muitos internautas, a mensagem é dúbia. Um dos cartazes, por exemplo, dizia: "Quem resgata animais na rua pode matar. Não use o celular ao volante. Gente boa também mata" e, ao lado, havia a imagem de uma mulher com um cachorro no colo. 

O argumento da campanha, segundo a agência de publicidade responsável pelo trabalho, é que qualquer pessoa pode ser imprudente no trânsito e "não basta ser uma boa pessoa, ser solidário e contribuir para comunidade se não respeitar as leis de trânsito".

De acordo com o Ministério dos Transportes, a Operação Rodovida trata de cinco condutas perigosas que mais causam acidentes no trânsito: embriaguez ao volante, excesso de velocidade, ultrapassagens irregulares, uso de aparelho celular e não uso de dispositivos de segurança.

O objetivo da operação é o enfrentamento à violência no trânsito e a prevenção e diminuição do número de acidentes nas estradas durante as festas de fim de ano, férias escolares e Carnaval, quando o movimento é intenso. A ação é uma iniciativa coordenada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), integrada com órgão federais e ministérios, em articulação com estados e municípios.

A primeira fase ocorreu de 16 de dezembro a 31 de janeiro. Segundo boletim parcial, entre 23 de dezembro e 1º de janeiro, a PRF contabilizou 2.769 acidentes em rodovias federais, dentre eles 500 graves. Os acidentes resultaram em 2.868 feridos e 225 mortos. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que o custo social de acidentes, apenas nas rodovias federais, chegou a R$ 12,8 bilhões em 2014.

A segunda fase da Rodovida será realizada de 17 de fevereiro a 5 de março de 2017. Durante o período, são intensificadas as campanhas educativas e a fiscalização sobre alcoolemia, excesso de velocidade, motocicletas, ultrapassagens irregulares e transporte de crianças.

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