Confirmada morte de idosa por contato com taturana no Oeste - Cidades - O Sol Diário

Saúde05/01/2017 | 11h45Atualizada em 25/05/2017 | 16h15

Confirmada morte de idosa por contato com taturana no Oeste

Mulher de 79 anos era da região de Chapecó

Confirmada morte de idosa por contato com taturana no Oeste Divulgação/CIT/UFSC
Contato com a taturana causa queimaduras, mas a ação do veneno pode provocar hemorragias graves Foto: Divulgação / CIT/UFSC
Diário Catarinense e Darci Debona

darci.debona@diariocatarinense.com.br

A morte de uma mulher de 79 anos, em virtude do contato com a lagarta taturana foi confirmada nesta semana pela Gerência Regional de Saúde de Chapecó. Ela morava no Oeste mas não foi divulgado nem o nome, nem a cidade, que faz parte da área de abrangência da Agência de Desenvolvimento Regional de Chapecó. Sua morte ocorreu dois dias após o contato com a taturana.

- Ela demorou algumas horas para procurar atendimento, o quadro evoluiu muito rapidamente, passou a ter vômito e dor de cabeça forte e quando foi internada e recebeu o soro antilômico o quadro já estava grave, por isso é importante buscar atendimento logo mesmo se a pessoa não estiver sentindo muita dor, pois a toxina age internamente - explicou a bióloga da Gerência de Saúde de Chapecó, Deyse Angelini.

A taturana é comum no Sul e o Oeste é a região com mais incidência em Santa Catarina. Ele é encontrado principalmente no tronco das árvores, quando desce das folhas para se alimentar, mas não ataca a população.

Por isso a recomendação é de utilizar equipamentos de proteção, calças e camisas com mangas compridas quando for limpar o jardim. Outra dica é pintar o tronco das árvores de branco para visualizar mais fácil.

A espécie ¿Lonomia oblíqua, que tem seis centímetros e linhas verdes, branca e marrom, além de espinhos verdes em forma de pinheirinho, libera um veneno ao ser tocada, provocando queimaduras na pele e que podem provocar hemorragia.O primeiro sintoma é ardência e dor. Ela provoca uma mancha no local e pode evoluir para náuseas, vômito e dor generalizada.

Desde 2012 não era registrada morte por veneno de taturana em Santa Catarina. Pessoas idosas e crianças acabam tendo complicações mais graves. Mas tudo depende também da quantidade de toxina.

O responsável pela vigilância ambiental municipal de Chapecó, Diego Fischer, disse que a recomendação é procurar logo atendimento num posto de saúde e informar à vigilância ambiental.

As altas temperaturas típicas do verão fizeram com que aumentasse os acidentes com lagarta venenosa na região Oeste de Santa Catarina.  Tanto que um alerta foi emitido pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC).

Espinhos em forma de pinheirinho são venenosos Foto: Divulgação / CIT/UFSC


A recomendação da Dive é que quem tenha contato com o animal procure imediatamente um hospital ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ainda é preciso levar o animal vivo para que possa ser analisado e permitir a produção do antídoto.

Ao capturar o animal, a Dive recomenda que ele seja colocado em uma caixa de papelão com a ajuda de uma pinça, graveto ou pá. A caixa ainda deve estar bem fechada e não deve ser dado qualquer alimento à lagarta. 

O período de maior risco vai de novembro a maio.

Animais costumam ser encontrados em grupos na natureza e dificilmente invadem as casas Foto: Divulgação / CIT/UFSC
 

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