Contrato com concessionária termina e Itajaí fica sem pátio e guincho para recolhimento de veículos - Cidades - O Sol Diário

Trânsito06/01/2017 | 20h00Atualizada em 06/01/2017 | 20h17

Contrato com concessionária termina e Itajaí fica sem pátio e guincho para recolhimento de veículos

Prefeitura emitiu renovação compulsória, mas empresa se nega a cumprir

Itajaí está sem serviço oficial de guincho e pátio para veículos recolhidos pela Coordenadoria de Trânsito (Codetran). A concessão da empresa Júlio César Fernandes, que mantinha o serviço, venceu no dia 5 de janeiro. A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão emitiu esta semana um documento renovando unilateralmente o contrato_ ou seja, sem acordo com o pátio. Só que a empresa não reconhece a renovação.

Acionada pela Codetran para recolher veículos nesta sexta-feira, a concessionária não compareceu e foi necessário chamar terceirizadas em caráter de urgência.

O fato é que o problema já deveria ter sido resolvido há muito tempo. Em fevereiro do ano passado o relatório da CPI da Codetran, que apurou crimes relacionados ao órgão de trânsito, já pedia o cancelamento do contrato com a empresa Julio Cesar Fernandes.

A concessionária faz parte do processo da Operação Parada Obrigatória, deflagrada em 2015. É suspeita de ter liberado veículos irregularmente sob ordem do ex-vereador Zé Ferreira, então coordenador de trânsito na cidade, e de não ter repassado ao município um montante que, na época, era calculado em mais de R$ 400 mil _ e que a empresa nega dever.

A prefeitura de Itajaí, no entanto, só lançou o edital de contratação de um novo serviço de pátio e guincho em 21 de dezembro, às vésperas do fim do contrato regular. Tempo insuficiente para terminar a licitação antes da troca de governo.

Saia-justa

No fim, coube uma saia-justa para o governo Volnei Morastoni (PMDB). Foi o filho dele, vereador Thiago Morastoni (PMDB), quem presidiu a CPI da Codetran, a que pedia o cancelamento do contrato que a prefeitura, agora, tenta estender.

O secretário de Segurança, Francisco José da Silva, diz que a renovação compulsória por 120 dias, até o término da licitação, foi a única medida vislumbrada pela prefeitura, já que a empresa não tinha interesse em estender o contrato. O município tem hoje 2 mil veículos apreendidos no pátio e a estimativa é que transferi-los para um novo espaço custe perto de R$ 200 mil.

Júlio César Fernandes, proprietário do serviço de pátio e guincho, diz que já havia manifestado por escrito o interesse em cancelar, ele mesmo, o contrato com a prefeitura de Itajaí. Por orientação de sua assessoria jurídica, ele afirma que não acatará a exigência de manter o serviço por mais 4 meses.

 
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