Delegada de Balneário Camboriú é suspeita de fraudar sistema de multas em benefício próprio - Cidades - O Sol Diário

Investigação12/01/2017 | 18h10Atualizada em 13/01/2017 | 16h39

Delegada de Balneário Camboriú é suspeita de fraudar sistema de multas em benefício próprio

Magali Nunes Ignácio teria cometido irregularidades durante quatro anos

Delegada de Balneário Camboriú é suspeita de fraudar sistema de multas em benefício próprio Rafaela Martins/Agencia RBS
Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

A delegada regional de Polícia Civil de Balneário Camboriú, Magali Ignácio Nunes, é suspeita de fraudar por quatro anos o sistema de multas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) em benefício próprio e de familiares. Embora não esteja afastada oficialmente, Magali entrou em licença-prêmio depois que a denúncia veio à tona e outro titular já a substitui nas funções.

A investigação feita pela delegacia da comarca de Balneário Camboriú começou após uma denúncia. O inquérito policial foi então encaminhado à corregedoria da Polícia Civil, que o protocolou no Ministério Público de Santa Catarina. A promotoria de Moralidade Pública trabalha agora na conclusão do processo.

A apuração aponta que, como autoridade policial responsável pelo setor de trânsito, ela usava do acesso aos sistemas internos do Detran para praticar as irregularidades nas multas. Magali também exercia mandato de secretária na Junta Administrativa de Recursos e Infrações do Estado (Jari).

A partir desse acesso facilitado aos sistemas, Magali cadastraria de forma fictícia as infrações registradas nos três carros em propriedade dela. Ela fazia indicações de motoristas infratores no nome dos dois filhos, mas não havia processo físico — que é necessário para que o procedimento tenha andamento e chegue ao órgão infrator (polícias rodoviárias, DNIT e prefeituras). 

A própria delegada deferia os processos, sem competência para isso, e depois faria falsos cadastros apontando que as infrações estariam em grau de recurso. Sem as cópias físicas e os encaminhamentos que deveriam ser feitos, não havia julgamento dos recursos e as autuações flutuavam virtualmente sem nunca gerar efetivamente as multas. Dessa forma, os motoristas não perdiam pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), não pagavam multas e não perdiam o direito de licenciar ou transferir os veículos.

Pelo menos 18 multas teriam sido fraudadas nos últimos quatro anos. Também é investigada a participação de outros funcionários da delegacia. O novo delegado, David Queiroz de Souza, está a frente da regional desde 19 de dezembro.

A reportagem tentou entrar em contato com Magali Ignácio, mas não houve retorno até esta sexta-feira. Por meio de nota, a corregedoria da Polícia Civil informou que uma sindicância foi instaurada para apurar a denúncia, com prazo mínimo de 30 dias para conclusão que vence em fevereiro.

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