Funcionários municipais protestam na Beira-Mar no quarto dia de greve - Cidades - O Sol Diário
 
 

Florianópolis20/01/2017 | 19h22Atualizada em 20/01/2017 | 19h26

Funcionários municipais protestam na Beira-Mar no quarto dia de greve

Manifestações continuarão até a próxima terça-feira, quando pacotão poderá ser votado na Câmara de Vereadores

Funcionários municipais protestam na Beira-Mar no quarto dia de greve Leo Munhoz/Agencia RBS
Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Servidores da prefeitura de Florianópolis em greve fizeram nova manifestação na tarde desta sexta-feira no centro da cidade. No quarto dia de paralisação, cerca de 300 funcionários caminharam do trapiche da Beira Mar Norte até a praça Getúlio Vargas, causando um pequeno transtorno ao trânsito da via marginal.

O grupo seguiu com carro de som e bandeiras do sindicato da categoria (Sintrasem) explicando para quem passava os motivos da paralisação. Os funcionários exigem a retirada do pacotão encaminhado pelo prefeito Gean Loureiro à Câmara de Vereadores. Segundo o sindicato, alguns projetos retiram direitos trabalhistas conquistados ao longo de 30 anos.

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Na quinta-feira, a Justiça determinou o atendimento mínimo de 50% na rede municipal de saúde e 100% da rede de educação. A desembargadora Vera Copetti classificou o movimento como "extremamente prejudicial à população" e estabeleceu prazo de 48 horas para o sindicato comprovar as exigências sob pena de multa diária de R$ 15 mil. Alex dos Santos, presidente do Sintrasem, informou nesta sexta que o sindicato ainda não foi notificado oficialmente e somente após receber a decisão judicial irá analisar juntos aos advogados:

— Continuamos com nossos atos para dialogar com a população. Até o momento, o prefeito não nos recebeu para conversar, não teve negociação. Estamos cumprindo a lei da greve com 30% no serviços essenciais.

Cartazes cobram do prefeito Gean Loureiro que vá atrás das dívidas de grandes empresas da Capital Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

O sindicato seguirá com as mobilizações até o dia da votação do projeto na Câmara, no dia 24. Para este sábado, está prevista panfletagem em bairros da Ilha e Continente. Entre as determinações da Justiça, está a proibição do Sintrasem de impedir servidores de adentrarem aos seus locais de trabalho. Fato que foi lembrando pelo prefeito Gean Loureiro.

— O Sintrasem tem no máximo 48 horas para comprovar isso, que no dia de hoje já não realizou, daí será uma ilegalidade total da greve, com pena de multa para o sindicato e o desconto dos servidores parados. A gente obviamente espera não chegar a isso, espera bom senso, o sindicato vem discutindo com a câmara municipal o encaminhamento do projetos — declarou o político em entrevista à Rádio CBN Diário.

Gean foi questionado por que não mexer nos questão de valores dos salários dos procuradores, mas sim apenas dos servidores.

— A minha primeira medida como prefeito foi um decreto que limita a remuneração total ao salário de prefeito. E quero dizer que todos os direitos adquiridos dos servidores serão mantidos, isso é direito constitucional, nós estamos trazendo uma regra daqui para frente. São direitos de outra realidade. Nós vivemos um período que temos que enxugar o número de cargos comissionados, de funções gratificadas. Estamos tendo uma ação muito intensa de cobrança dos devedores, cortamos todas as despesas desnecessárias, devolvemos todos os carros alugados, todos os celulares, estamos reavaliando toda e qualquer despesa de alugueis. Ou seja, existe uma ação em todas as áreas para reduzir o custeio _ se justificou o prefeito.

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