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Combate ao mosquito27/01/2017 | 19h00Atualizada em 27/01/2017 | 19h00

Ministério da Saúde obriga todos municípios a fazer levantamento de infestação por Aedes Aegypti

Resolução foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira

Ministério da Saúde obriga todos municípios a fazer levantamento de infestação por Aedes Aegypti Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Uma das ações é o monitoramento constante das áreas infestadas Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Resolução do Ministério da Saúde publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União torna obrigatória a realização de levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti em todos os municípios do país. O texto também estabelece que as informações sejam enviadas às secretarias estaduais de saúde e, posteriormente, ao Ministério da Saúde.

Segundo a pasta, levantamentos de índices de infestação devem ser utilizados como ferramenta para direcionamento e qualificação das ações de prevenção e controle do mosquito. A proposta é que municípios infestados com mais de 2 mil imóveis realizem o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), enquanto as cidades infestadas com menos de 2 mil imóveis terão de fazer o Levantamento de Índice Amostral.

Já localidades onde não há infestação deverão realizar monitoramento por ovitrampa ou larvitrampa (armadilhas que identificam a presença de mosquitos na região) ou outra metodologia validada. As informações geradas após cada levantamento realizado deverão ser consolidadas pelas secretarias estaduais de saúde e enviadas ao ministério. A resolução entra em vigor hoje.

Em Santa Catarina,  segundo o diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) Eduardo Macário, não haverá mudanças significativas, porque esse acompanhamento já é realizado:

— Não tem uma mudança significativa, só oficializaram por meio da portaria. Já é uma rotina por meio dos programas de vigilância. Em alguns municípios da região Sul, que não são considerados infestados, eles têm as larvitrampas implantadas em alguns pontos estratégicos e fazem monitoramento — explica. 

De acordo com a publicação, a decisão foi tomada levando em consideração os diversos condicionantes que permitem a manutenção de criadouros do mosquito, a cocirculação de quatro sorotipos da dengue no país e a existência de grande contingente populacional exposto previamente a infecções pelo vírus, aumentando o risco para ocorrência de epidemias com formas graves da doença e elevado número de óbitos.

Em 2016, das 3.704 cidades aptas a participar do LIRAa, 2.284 integraram a edição – o equivalente a 62,6% do total. Os dados mostram que, até novembro do ano passado, pelo menos 885 municípios brasileiros estavam em situação de alerta ou de risco de surto para dengue, zika e chikungunya. O número representa 37,4% das cidades pesquisadas.

Do total de 72 cidades de SC que deveriam participar, por serem consideradas infestadas pelo mosquito ou em risco de infestação, apenas 54 fizeram o levantamento. Do total de 57.176 recipientes que continham água inspecionados no Estado, pois representavam potencial de criadouro do mosquito, 35% eram de lixo e sucatas. Pequenos recipientes móveis, como baldes e pratos de plantas, representaram 27,2% e recipientes fixos (calhas, piscinas e tanques), 21,8%.

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