Produção de água tratada tem recorde histórico na Grande Florianópolis, afirma Casan - Cidades - O Sol Diário

ÁGUA04/01/2017 | 10h54Atualizada em 04/01/2017 | 14h16

Produção de água tratada tem recorde histórico na Grande Florianópolis, afirma Casan

Segundo a empresa, no dia 31 de dezembro foram produzidos mais de 183,6 milhões de litros de água para abastecer moradores e visitantes da Capital 

Produção de água tratada tem recorde histórico na Grande Florianópolis, afirma Casan Cristiano Estrela/Agencia RBS
Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) anunciou na manhã desta quarta-feira que  teve um recorde histórico de produção de água tratada.  Segundo a empresa, no dia 31 de dezembro de 2016 foram produzidos mais de 183,6 milhões de litros de água para abastecer moradores e visitantes da Florianópolis. Antes deste, o último recorde a ser registrado aconteceu no dia 8 de fevereiro de 2016 - quando 156 milhões de litros foram consumidos na cidade. 

A divulgação desse índice, apresentado pelo presidente da Companhia, Valter Gallina, só foi possível após a instalação de 80 macromedidores em Florianópolis — 36 no norte da Ilha de SC, 18 no sul e 26 na região integrada (Continente, região Central e Itacorubi) — que conseguem precisar exatamente a produção e o fornecimento à população.

 Mesmo sem ter as medidas exatas de anos anteriores, a Casan garante que este ano bateu o recorde, pois a empresa não tinha uma capacidade de tratamento como a atual. Em entrevista coletiva, Gallina explicou que uma série de investimentos permitiram este aumento sem que faltasse água, e isso proporcionou à Casan criar um indicador para estimar a presença de visitantes nas cidades diariamente:

—  Antes a gente tinha estimativas nos dias de pico de consumo, mas com a instalação destes macromedidores conseguimos precisar exatamente. O número de consumo médio em Santa Catarina é de 153,50 litros/habitante dia, então dividimos pelos 183,6 milhões de litros produzidos no dia 31 e chegamos a 1,1 milhão de pessoas — explicou Gallina. 

De acordo com o presidente, o número da Casan é mais preciso do que outros órgãos de turismo podem fornecer, por ser a medida exata do consumo. A partir desta quinta-feira, dia 5, a Casan irá fornecer diariamente em seu site o volume de água produzido, a capacidade de atendimento e a estimativa de população flutuante (visitantes).

 No total, Santa Catarina possui 750 macromedidores. Em Florianópolis, eram somente 10 até 2015.

 Obras permitiram ampliação do atendimento

 Além das obras de grande porte, como o floco decantador — que ampliou a capacidade de tratamento de água dos rios Pilões e Cubatão e é responsável por quase 50% da água consumida no sistema integrado de Florianópolis —, ao longo do ano passado a instituição realizou melhorias operacionais, como a substituição da adutora da SC-403 por tubulação de 400 milímetros e a troca do conjunto de motobombas que faz a distribuição a partir da Estação de Tratamento de Água de Ingleses. 

 Um novo poço de captação no Rio Vermelho e a limpeza nos demais poços norte e sul, manutenção dos sistemas complementares de abastecimento, instalação de geradores e locação de caminhões-pipa ajudaram na melhoria do abastecimento da cidade. 

 Uso de geradores

 Outra medida tomada pela Casan foi o investimento em geradores elétricos para todos os sistemas de água e esgoto da Grande Florianópolis. 

 — Eles são acionadas quase constantemente. Sempre que tem uma chuva forte, tem a queda de energia e o gerador precisa ser acionado. Infelizmente é dessa maneira. Essa é uma questão que a Celesc precisaria nos dar essa garantia, mas simplesmente nós não temos, e não podemos prejudicar o consumidor, então nós investimos mais de R$ 10 milhões em aluguéis de geradores por ano, especificamente para garantir que quando tenha uma queda de energia não falte água. Temos 75 geradores de esgoto em Florianópolis, e temos mais 34 do sistema água. Não gostaríamos de ter que fazer esses investimentos em cima de algo que não é a nossa responsabilidade _ disse o presidente.

 Buracos nas ruas

 O presidente também comentou sobre os buracos nas ruas causados por obras das Casan. Ele explicou que o sistema é online, que assim que a companhia abre o buraco e conserta o vazamento, avisam a imediatamente a prefeitura: 

 — Infelizmente lá fica o cavalete da Casan, e o povo passa e reclama da Casan, mas a responsabilidade de fechar o buraco e recuperar o asfalto é da prefeitura, que sempre é avisada imediatamente.

 Contrato com a prefeitura de Florianópolis

 Sobre a possibilidade de a prefeitura de Florianópolis romper o contrato com a Casan, que foi cogitado pelo prefeito eleito Gean Loureiro durante a campanha, o presidente da Casan relativizou:

— Reconheço o passivo da empresa, o problema do rio do Braz também chamou muito a atenção e foi usado pelos candidatos na campanhas, mas a Casan não é mais a mesma, fizemos muitos investimentos nos últimos anos. O Gean sabe do trabalho da Casan, nós estamos conversando bastante. Outras prefeituras que romperam o contrato já voltaram, como Imbituba, e Penha quer voltar, porque sabem que a Casan é a melhor opção. 

 Rio do Braz

 No final de dezembro, a Casan instalou um bomba flutuante no rio para enviar a água para uma unidade de tratamento instalada no Sapiens Park, que a devolve despoluída para o rio. O presidente Valter Gallina destacou que a empresa também fez obras de limpeza nos canais, mesmo não sendo obrigação deles.

 — Acredito que hoje seja muito difícil de abrir novamente o rio do Braz para a praia, mas na semana passada tivemos três pontos que deu balneável no rio, graças à ação de fiscalização que ficou mais intensa. Se tivermos cinco pontos já pode ser considerado próprio — disse. 

 Outras obras previstas para 2017/2018

 Na entrevista coletiva, o presidente da Casan também anunciou outras obras previstas para os próximos dois anos. De acordo com Gallina, Santa Catarina deve passar até 2018 para o 4º Estado com cobertura de esgoto do país, chegando a 48%.

 Obras:

 - Conclusão do terceiro trecho da adutora 1200 mm, do trevo de Forquilhinhas (São José) até o Angeloni Capoeiras
- Sistemas de Esgotamento Sanitário (SES) Lagoinha (1º semestre de 2017 - Valor R$ 4,5 milhões)
- SES Ingleses/ Santinho (obra vai começar com recurso judicial - Valor R$ 89,8 milhões)
- SES Saco Grande (obra vai começar com recurso administrativo - Valor R$ 85 milhões)
- SES Sul da Ilha - ETE Rio Tavares (ordem de serviço na próxima semana - Valor R$ 65,5 milhões somente a 1ª etapa)
- SES Insular/ Itacorubi (edital no 1º semestre de 2017 - Valor R$ 83 milhões)
- 45 obras de esgoto em 37 municípios, no valor de R$ 1,5 bilhão

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