Saiba quais serviços estão prejudicados com a greve dos servidores de Florianópolis - Cidades - O Sol Diário
 
 

Funcionalismo23/01/2017 | 12h03Atualizada em 23/01/2017 | 16h25

Saiba quais serviços estão prejudicados com a greve dos servidores de Florianópolis

Com paralisação, apenas serviços essenciais seguem disponíveis

Diário Catarinense
Diário Catarinense

De forma unânime, os servidores da prefeitura de Florianópolis estão em greve contra o "pacotão" de propostas anunciado pelo prefeito Gean Loureiro (PMDB) há quase uma semana. Com isso, os serviços de saúde, educação, segurança, assistência social, e outras pastas, começaram o ano de 2017 e a nova gestão comprometidos. Apesar dos transtornos causados pela paralisação, a legislação federal obriga que as instituições assegurem os serviços essenciais para a comunidade. 

Por essa razão, na última quarta-feira o Tribunal de Justiça de SC determinou o atendimento mínimo de 50% na rede municipal de saúde e 100% da rede de educação de Florianópolis, enquanto perdurar a greve. No entanto, segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem), apenas algumas unidades cumprem a parcialmente a determinação. 

Saúde, educação e assistência social

Foto: Betina Humeres / Agência RBS

Considerados essenciais, os serviços nas áreas da saúde, educação e em algumas unidades de assistência social operam com pelo menos 30% dos funcionários. Na pasta da saúde, por exemplo, as farmácias de referências, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) seguem abertas, mesmo que com número reduzido e funcionários. 

Na educação, todas as creches de verão seguem aberta e os profissionais realizam rodízio para que 50% do efetivo trabalhe. Já na secretaria de assistência social, apesar dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) estarem fechados, funcionários do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) continuam trabalhando. 

Administração e órgãos 

Foto: Prefeitura de Florianópolis / Divulgação

De acordo com o presidente do Sintrasem, Alex Santos, o atendimento dos órgãos geridos pela prefeitura estão com apenas 10% dos funcionários trabalhando. 

— A administração e os órgãos, esses que não são serviços essenciais, estão com 90% dos serviços paralisados.

No Pró-cidadão, os atendimentos estão sendo processados normalmente, já que os profissionais que realizam os atendimentos são contratados por uma empresa terceirizada. No entanto, o prosseguimento das demandas, que são de responsabilidade dos servidores da prefeitura, seguem paralisados. 

Segurança e fiscalização

Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Na área da segurança, outro setor fundamental para a continuidade dos serviços da cidade, a Guarda Municipal (GM) atua com cerca de 30% dos profissionais, segundo o Sintrasem. Já na vigilância sanitária, os serviços de fiscalização e emissão de alvarás estão paralisados. A justificativa, segundo o sindicato é de que esses serviços não são feitos somente pelo órgão municipal, por isso os trabalhos não estariam parados. 

Comcap

Foto: comcap / divulgação

Solidários ao movimento dos demais servidores, os funcionários da Comcap deflagraram uma paralisação de 24 horas nesta terça-feira. Assim, a partir das 7h de amanhã, todos os serviços serão suspensos até a manhã de quarta-feira. 

Leia mais notícias:
Servidores da Comcap decidem paralisar atividades em Florianópolis
Funcionários municipais protestam na Beira-Mar no quarto dia de greve
Trabalhadores do Hospital Celso Ramos paralisam por 2h contra sobrecarga de trabalho 


O Sol Diário
Busca