Secretário de Segurança de SC descarta crise e classifica morte de turista como "fatalidade" - Cidades - O Sol Diário

Segurança 02/01/2017 | 12h50Atualizada em 02/01/2017 | 15h47

Secretário de Segurança de SC descarta crise e classifica morte de turista como "fatalidade"

Daniela Scotto de Oliveira Soares foi morta na madrugada de domingo após ser atingida por um tiro na comunidade da Papaquara em Florianópolis

Secretário de Segurança de SC descarta crise e classifica morte de turista como "fatalidade" Felipe Carneiro/Agencia RBS
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS
diario catarinense

Em entrevista à RBS TV, o secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Grubba, classificou a morte da turista gaúcha Daniela Scotto de Oliveira Soares, 38 anos, como uma fatalidade. Daniela foi atingida por um tiro na cabeça ao entrar, supostamente por engano, em uma rua da comunidade do Papaquara, no norte da Ilha, em Florianópolis, na madrugada deste domingo. Grubba ainda disse, por telefone, que o crime não representa o agravamento da crise na área de segurança. 

O secretário afirmou que o Governo do Estado sabe que a comunidade do Papaquara é dominada pelo tráfico de drogas e que existe na região uma guerra entre facções e uma disputa por pontos de venda, tanto que as operações na região são constantes. A turista natural de Porto Alegre, que era professora da yoga em Sapucaia do Sul, cidade onde morava, estava em Florianópolis desde a última quinta-feira, quando veio passar o final de ano com familiares no Bairro Estreito, e iria embora nesta segunda-feira.

Questionado sobre a atuação da Polícia Militar, Grubba afirmou que os policiais militares não têm medo de entrar no local, mas que, naquele momento, uma viatura comum não teria chance contra os bandidos no caso de um um possível confronto. Segundo ele, a PM segue todo um protocolo nesses casos e seria necessário, por exemplo, o reforço de uma equipe do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT). 

Cunhado de Daniela, Rodrigo Martins preferiu não comentar a declaração de Grubba de que a morte foi uma fatalidade. Segundo ele, a família espera agora que a polícia faça a segurança do local e que o autor do disparo seja preso e condenado. 

Após o crime, o cunhado da vítima relatou que os policiais se recusaram a ir até o local depois que Daniela foi atingida. Grubba ainda salientou que policiamento foi reforçado na comunidade e que deve permanecer por tempo indeterminado. Desde domingo a PM montou um cerco nas três entradas da comunidade da Papaquara, na Vargem Grande, no Norte da Ilha. A promessa do comandante do 21º Batalhão da PM, tenente-coronel Sinval Santos da Silveira Junior, é que os policiais vão permanecer lá até que os suspeitos sejam presos.

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