91% das escolas de Florianópolis estão sem aulas, diz a prefeitura - Cidades - O Sol Diário

Em greve08/02/2017 | 15h23Atualizada em 08/02/2017 | 18h17

91% das escolas de Florianópolis estão sem aulas, diz a prefeitura

Entre as creches, 75% estão totalmente fechadas devido à paralisação

91% das escolas de Florianópolis estão sem aulas, diz a prefeitura Maiara Vieira/RBS TV
Movimento foi tranquilo na frente das unidades de ensino na manhã desta quarta-feira, primeiro dia do ano letivo Foto: Maiara Vieira / RBS TV
Diário Catarinense
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A Secretaria Municipal de Educação divulgou no começo da tarde desta quarta-feira um balanço parcial do número de escolas sem aula por causa da greve dos servidores. De acordo com o órgão, 33 das 36 unidades (91,6%) estão totalmente fechados. Outras três unidades estão funcionando parcialmente: Lupércio Belamino (Caieira da Barra do Sul), João Gonçalves Pinheiro (Rio Tavares) e Jurerê (no bairro homônimo). Nestas três escolas, pelo menos uma turma estava em funcionamento durante a manhã.

O balanço sobre as creches foi finalizado por volta das 16h. Das 79 da rede municipal, 60 estão completamente fechadas, o que representa 75,9% do total. Outras 17 estão com funcionamento parcial. Apenas duas funcionam normalmente. Uma fica no bairro Abrãao e a outra é a Creche Rosa Maria Pires, na Agronômica. 

A manhã 

Durante a manhã, o movimento foi tranquilo na maior parte das escolas e creches. Poucos pais, alunos e servidores compareceram às unidades de educação no primeiro dia letivo do ano.

Na creche Monsenhor, no bairro Costeira, somente uma servidora foi vista trabalhando nesta quarta-feira. A mulher, que preferiu não se identificar, disse que não participa do movimento, mas é a favor da greve. Do lado de fora, em uma período de 30 minutos, duas mães foram até o local procurar informações sobre a paralisação, que não tem data para terminar. 

A maior escola da cidade, a Herondina Medeiros Zeferino, no bairro Ingleses, amanheceu com 100% do atendimento paralisado. Além da paralisação, a unidade tem problemas estruturais. Os laboratórios e salas de aula estão com infiltrações, pedaços da laje externa caíram, e a quadra de esporte está destelhada. 

Foto: Betina Humeres / Agência RBS

Na Lagoa na Conceição, a comunidade escolar foi avisada pelos servidores sobre a paralisação. Por isso, a movimentação foi tranquila. Em cada uma das escolas, profissionais irão se revezar para estarem nas unidades esclarecendo as dúvidas dos pais e alunos. 

Na creche Almirante Lucas, localizada no centro de Florianópolis, três turmas têm aulas. Os três professores — dois temporários e um concursado — fazem parte do movimento grevista, mas vieram até a escola para prestar informações aos pais nos primeiros dias de aula. Há servidores também trabalhando na secretaria. 

Além da creche Monsenhor, a Anísio Teixeira, a Escola Básica Municipal Adotiva Liberato Valentim, a Creche Municipal Hassis e o NEI Canto da Lagoa estavam sem aulas nesta manhã.

Briga de versões

No sindicato da categoria (Sintrasem), o entendimento é que o movimento ganhou força ao longo dos últimos dias.  Está programada para esta quinta-feira uma manifestação, a partir das 7h, em frente à Secretaria Municipal de Assistência Social, na Avenida Mauro Ramos "contra a criminalização do sindicato". Na sexta-feira haverá nova assembleia, que deliberará sobre a continuidade da paralisação. 

Já o secretário municipal da Casa Civil, Filipe Mello, admitiu que não houve avanço nas negociações ao longo da quarta-feira. Ele disse que a prefeitura segue aberta ao diálogo, com a proposta da criação de uma comissão para debater um novo plano de cargos e salários. A comissão seria formada por seis membros do Executivo e seis membros indicados pelo Sintrasem.

Segundo o secretário, está descartada a possibilidade de a prefeitura revogar a lei que suspendeu o antigo planos de cargos e salários, que ele classificou como uma "peça de ficção".

— Pedimos à sociedade que ela acredite no trabalho que está sendo feito pela prefeitura. Estamos vivendo um momento de ruptura e trabalhamos para o mais rapidamente estabelecer a normalidade. O fim da greve também é o melhor para o servidor. Caso a situação fosse mantida, em setembro a prefeitura teria que parcelar salário. Aí sim teríamos uma greve interminável — afirmou Mello.

O secretário comentou ainda o pedido de prisão dos diretores do sindicato em função do descumprimento da ordem judicial que declarou a greve ilegal. Para o secretário, o pedido da Procuradoria-Geral do Município se deu em função da "intransigência do sindicato, que não respeita ordem judicial e ainda faz pouco caso dela".

O sindicato também usou o termo intransigente para descrever o pedido da Procuradoria e disse que o servidor que aceitar fazer parte da comissão criada pela prefeitura será considerado um "traidor da categoria".  

Nota da prefeitura

No começo da tarde, a prefeitura de Florianópolis divulgou uma nota em que pede desculpas à população pelos transtornos causados pela greve: 

A Prefeitura Municipal de Florianópolis pede desculpas aos pais e alunos da rede municipal de educação, bem como a todos os usuários da rede de saúde que se encontra parcialmente paralisada por conta de uma greve no serviço municipal já declarada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina como totalmente ILEGAL. (Leia a íntegra)

Saúde:

Na saúde, o Sintrasem afirmou que as determinações legais estão sendo cumpridas. Segundo os funcionários, nas unidades de saúde fechadas, os atendimentos são feitos por meio de e-mail e visita domiciliar. 

Veja aqui a lista de telefone das unidades de saúde de Florianópolis

* Com informações da repórter da RBSTV Mayara Vieira.

Veja aqui a lista de telefone das escolas da Capital

Veja aqui a lista de telefone das creches e Nei's da Capital

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