Após demissões, prefeitura garante recontratação de secretárias de escolas de Florianópolis  - Cidades - O Sol Diário

Educação02/02/2017 | 16h41Atualizada em 02/02/2017 | 20h35

Após demissões, prefeitura garante recontratação de secretárias de escolas de Florianópolis 

As 21 profissionais voltarão ao trabalho por meio de empresa terceirizada 

Após demissões, prefeitura garante recontratação de secretárias de escolas de Florianópolis  Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Escola José Jacinto Cardoso, na Serrinha, está sem secretária Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

A comunidade escolar da rede de Florianópolis está revoltada com a demissão de 21 secretárias de escolas, exoneradas depois da reforma administrativa da prefeitura. As profissionais eram contratadas através de cargo comissionado, mas as mudanças aprovadas na Câmara preveem que somente funcionários de carreira podem seguir na função. Após grande pressão de diretores, a Secretaria de Educação garantiu que elas serão recontratadas por meio de uma empresa terceirizada.

A diretora da escola José Jacinto Cardoso, na Serrinha, afirma que foi pega de surpresa com a ação da prefeitura. Cláudia Santos reclama que não houve diálogo com a direção nem com as próprias secretárias, e que somente depois que a lei foi aprovada a escola teve acesso ao texto.

— A minha secretária é da própria comunidade da Serrinha, então estão todos indignados, ela está na ponta, atendendo pais, alunos. É uma função essencial. Transferências, matrículas, entrega de documentação, está tudo comprometido.

Conforme o secretário de Educação, Maurício Pereira, a mudança de cargo comissionado - por indicação - para função gratificada - de carreira - foi feita para valorizar as pessoas de dentro da comunidade escolar. Mas o que foi constatado é que havia secretárias com mais de 20 anos de escola e que não tinham envolvimento político.

— Nós decidimos, numa ação para também não dar um sofrimento maior a essas pessoas, contratar as mesmas secretárias por uma empresa que já presta serviço para a prefeitura, a Orbenk. Elas serão contratadas como assistentes administrativas ganhando o mesmo valor de antes — garante Pereira.

O secretário admite que nesse momento será mais caro para a prefeitura terceirizar essas profissionais, mas explica que trata-se de uma solução imediata. No entanto, em função do quadro econômico da prefeitura, não está prevista a realização de concurso público. Inclusive profissionais aprovados em seleção realizada em 2015 ainda aguardam serem chamados.

Sobre a mudança nas datas de matrículas da rede de ensino, Maurício Pereira garante que não há relação com a demissão das secretárias. O novo período é de 06 a 10 de fevereiro pelo site pmf.sc.gov.br.

Durante a campanha, Gean garantiu que profissionais não seriam demitidas

Enquanto era candidato a prefeito, Gean Loureiro divulgou uma mensagem nas redes sociais direcionada às secretárias das unidades educacionais da prefeitura, em especial das creches e escolas de ensino fundamental. Ele disse que circulavam boatos que, em sua futura administração, iria exonerar todas as secretárias.

— Isso não é verdade, nós vamos manter e, mais do que isso, vamos valorizar. Nós sabemos que as secretárias são importantíssimas nesse trabalho nas unidade de educação (¿) Nosso compromisso é com os servidores da educação — afirmou.

Ano letivo pode não começar em função da greve

O magistério de Florianópolis está em férias, mas os demais servidores estão em greve desde 17 de janeiro. Eles cobram a revogação de outra lei do "pacotão" aprovada na Câmara: a que altera o estatuto do servidores. Uma nova assembleia está marcada para 07 de fevereiro, um dia antes do ano letivo começar.

A intenção do sindicato da categoria (Sintrasem) é de que neste dia o quadro do magistério engrosse a paralisação com cerca de 5 mil funcionários. Ou seja, o ano letivo pode não começar. O secretário de Educação afirma que está buscando reuniões com diretores de escolas, mas alguns não participam.

— A greve já foi declarada como ilegal por parte da Justiça. Eu sou homem público, eu tenho que seguir a lei. Se a greve é ilegal, as minhas ações permanecem iguais. Todo o nosso trabalho é pensando que as aulas vão começar no dia 08 — afirma Maurício Pereira.


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