Servidores suspendem paralisações no Hospital Celso Ramos, na Capital - Cidades - O Sol Diário

Saúde em crise04/02/2017 | 21h01Atualizada em 04/02/2017 | 21h31

Servidores suspendem paralisações no Hospital Celso Ramos, na Capital

Medida é um voto de confiança ao novo diretor da unidade

Servidores suspendem paralisações no Hospital Celso Ramos, na Capital Leo Munhoz/Agencia RBS
Medida é um voto de confiança ao novo diretor da unidade Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Os servidores do Hospital Celso Ramos, em Florianópolis, anunciaram na noite deste sábado que vão encerrar as paralisações periódicas ocorridas desde o fim de janeiro. Dessa maneira, fica normalizado o atendimento em uma das maiores emergências do Estado. Segundo o servidor Jean Bizarro, da comissão negociadora, o término das paralisações foi um voto de confiança ao novo diretor da unidade, Marcelo Reis. 

—  Ele se prontificou a colaborar e cumprir todas as demandas emergenciais que se apresentaram — afirmou.

Entre as demandas, estavam o encaminhamento de pacientes que necessitam de tratamento prolongado e de menos complexidade para leitos de retaguarda em outros hospitais da região, a transferência de quatro técnicos de enfermagem para auxiliar na emergência do hospital com regime de hora plantão e a disponibilidade de nove leitos do segundo andar da unidade, que serão de retaguarda para pacientes internados na emergência.

Também fazem parte das medidas que levaram ao fim da paralisação o apoio do SAMU no encaminhamento apenas de pacientes referenciados à vocação do Celso Ramos e os casos clínicos de menos complexidade ao Hospital Florianópolis, a disponibilidade de 14 leitos no Hospital Florianópolis e a suspensão das cirurgias eletivas nos hospitais Celso Ramos e Florianópolis, no período da greve municipal.

As informações foram confirmadas ao portal G1 pela Secretaria de Estado da Saúde e pela direção do Hospital Celso Ramos. Segundo Jean Bizarro, também ficou acertado que a sala de reanimação, onde ficam os pacientes graves que precisam de leitos de UTI, terá capacidade máxima de quatro pacientes. A partir do quinto paciente, o médico que estará de plantão na emergência tem autonomia para ligar para o pessoal responsável pela regulação de leitos.

A paralisação no Celso Ramos é fruto da greve dos servidores municipais de Florianópolis, que protestam contra o pacotão de medidas do prefeito Gean Loureiro, aprovado pela Câmara de Vereadores.

Na quinta-feira, depois de realizar uma visita surpresa na unidade, o secretário estadual de Saúde, Vicente Caropreso, afirmou que "aquilo parecia guerra na Síria. Era uma Aleppo" e prometeu medidas para contornar a situação. 

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