Alternativas para equilibrar as demandas e reduzir a espera - Cidades - O Sol Diário

Filas da saúde11/03/2017 | 07h42

Alternativas para equilibrar as demandas e reduzir a espera

Hoje os pedidos de exames e cirurgias em Blumenau são autorizados pela Central de Regulação, onde atuam 11 médicos e 18 técnicos. O município sustenta que foi pioneiro em SC a implantar acesso à fila ao paciente via Portal da Transparência.  Ao lado, especialistas comentam as ações que ajudariam no fluxo de atendimento e confira a iniciativa de uma cidade do Vale:

Mais critério para os encaminhamentos
O professor do curso de Medicina da Furb e médico de família e comunidade Ricardo Dantas Lopes aponta que em especialidades como cardiologia algumas patologias poderiam ser resolvidas nos postos de saúde, a exemplo da hipertensão, mas acabam sendo alvo de encaminhamentos, ampliando a fila da especialidade. Já no problema da ortopedia, o professor cita também o alto número de doenças ocupacionais de trabalhadores da região.

Uso de estruturas hospitalares da região
Diante de obstáculos como o excesso de urgências na ortopedia, dificuldades de contratação e poucos recursos do poder público, o ex-secretário de Saúde de Blumenau Marcelo Lanzarin propõe o aproveitamento de estruturas hospitalares de Gaspar, Timbó e Indaial para dividir casos de média complexidade e ampliar a estrutura de Blumenau para a alta complexidade, onde é possível captar mais recursos.

– Não tem como discutir a saúde sem fazer isso numa lógica de região metropolitana, vocacionando os hospitais do Vale e viabilizando as estruturas de porte intermediário – sugere.

Qualificação de médicos da comunidade
Outra forma de aumentar o índice de resolutividade pode estar na qualificação do corpo de médicos da atenção primária e na contratação de profissionais especializados em medicina de família e comunidade, algo que já vem sendo feito pelo município segundo a secretaria de Promoção da Saúde, com sete residentes atuando. Mas uma dificuldade seria o fato de que ainda não há tantos profissionais interessados na especialização. Dantas Lopes reconhece que, embora a realidade esteja mudando, a questão financeira e a autonomia de vínculos ainda atraem os médicos mais à carreira liberal do que à de servidor público, algo que poderia ser revertido com valorização e jornadas mais flexíveis.

Brusque anuncia programa e quer zerar fila
Esta semana, a prefeitura de Brusque anunciou o início do programa Fila Zero. A intenção é zerar a espera por especialidades até junho. Atualmente, cerca de 15 mil pessoas aguardam por consultas, 10 mil por exames laboratoriais e 2 mil por cirurgias em áreas da saúde. A estratégia para reduzir a demanda atual é composta por convênios com os hospitais Dom Joaquim e Azambuja, que passarão a fazer mais procedimentos em parceria com o município. Para atender os pacientes extras, as instituições contrataram mais médicos e se reforçaram também com equipamentos. A expectativa é de que sejam feitas até 100 cirurgias por semana, em várias especialidades. Os primeiros procedimentos já foram realizados. A Secretaria de Saúde de Brusque estima que o custo extra para o município será de R$ 350 mil.

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