Consumo e tráfico de drogas sintéticas impulsionam estatísticas de apreensões em Santa Catarina - Cidades - O Sol Diário

SEGURANÇA13/03/2017 | 03h00Atualizada em 13/03/2017 | 03h00

Consumo e tráfico de drogas sintéticas impulsionam estatísticas de apreensões em Santa Catarina

Dados da SSP/SC revelam que o número de ocorrências envolvendo o recolhimento de entorpecentes cresce a cada ano desde 2010

Consumo e tráfico de drogas sintéticas impulsionam estatísticas de apreensões em Santa Catarina Divulgação/Polícia Civil
Em junho, policiais da Decod apreenderam mil comprimidos de ecstasy na Grande Florianópolis Foto: Divulgação / Polícia Civil

A polícia catarinense nunca registrou tantas apreensões de drogas como no ano passado. Entre janeiro e dezembro, mais de 7 mil ocorrências terminaram com algum tipo de entorpecente retirado de circulação no Estado. A soma considera desde grandes apreensões, como a operação da Polícia Civil que interceptou um carregamento de 4,3 toneladas de maconha em Rancho Queimado, na Grande Florianópolis, até quantidades flagradas pela PM no dia a dia.

Dados da Secretaria do Estado da Segurança Pública revelam que o volume de apreensões cresce a cada ano desde o início da década (veja números na infografia abaixo). Em 2010, por exemplo, o enfrentamento ao tráfico não alcançava metade das apreensões ocorridas nos últimos dois anos. Parte do crescimento, diz a polícia, deve-se aos números de Florianópolis, que se destaca nas estatísticas estaduais e é considerada uma cidade-polo no mercado de drogas sintéticas.

A cada cinco apreensões de entorpecentes ocorridas em Santa Catarina no ano passado, pelo menos uma foi na Capital. Com 1,5 mil casos em 2016, a quantidade de apreensões na cidade foi maior do que a soma de todos os registros em São José, Joinville e Itajaí juntas, cidades que aparecem em seguida no ranking. Florianópolis lidera as apreensões de cocaína e maconha, além de ecstasy e LSD. 

A Capital ainda concentrou o terceiro maior volume de apreensões de crack no ano passado, atrás somente de Joinville e de Chapecó, que lidera nesta estatística porque uma única operação realizada na cidade do Oeste recolheu 30 quilos do entorpecente. Mas a droga do momento na Capital, dizem delegados ouvidos pela reportagem, são as substâncias sintéticas. Só no ano passado, foram apreendidos 7,4 mil micropontos de LSD em Florianópolis. O ano terminou com 33 mil micropontos apreendidos em todo o Estado. 

Desde o início da década, o máximo que já havia sido registrado foram 11 mil micropontos em 2013. As apreensões de ecstasy na Capital em 2016 também representam mais da metade de todo o volume da droga retirado de circulação em Santa Catarina: dos 89,7 mil comprimidos recolhidos pela polícia catarinense, 48,5 mil estavam em Florianópolis.

– Em relação à apreensão de drogas sintéticas, Florianópolis é disparada a capital em Santa Catarina, talvez até no Brasil – aponta o delegado Attilio Guaspari Filho, titular da Delegacia de Combate às Drogas (Decod) em Florianópolis.

Por ter um roteiro badalado de clubes e festas eletrônicas, destaca o delegado, a Capital abriga um grande mercado consumidor desse tipo de entorpecente. 

– Isto, com certeza, influi na demanda. É oferta e procura. O pessoal vai consumir essas drogas em festas. Ninguém toma droga sintética para ficar andando na rua, como quem fuma maconha. Noventa por cento dos usuários consomem para sair em festas à noite – diz Guaspari.

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