Deficiente visual constrangida na praia por estar com cão-guia não quer levar o caso à Justiça - Cidades - O Sol Diário

Inclusão01/03/2017 | 18h25Atualizada em 01/03/2017 | 19h09

Deficiente visual constrangida na praia por estar com cão-guia não quer levar o caso à Justiça

Para a professora Olga Souza, o que importa é a conscientização

Deficiente visual constrangida na praia por estar com cão-guia não quer levar o caso à Justiça Arquivo Pessoal/Reprodução Facebook
Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução Facebook

Em entrevista à Rádio Gaúcha, nesta quarta-feira, a professora Olga Souza, que foi vítima de discriminação por estar na praia em Balneário Camboriú acompanhada de seu cão-guia, Darwin, disse que não pretende levar o caso à Justiça:

_ As pessoas me aconselham a judicializar, mas não é isso que eu quero. Prefiro dar visibilidade e afirmar nossa condição, de vivermos nossa diferença _ afirmou, já de volta a Porto Alegre (RS), onde mora.

O caso ocorreu na última quarta-feira. Uma banhista se sentiu incomodada com a presença do cachorro na areia, que neste caso é permitida por lei, e chamou a polícia. Um dos policiais chegou a ameaçar levar Olga presa, e a situação só foi resolvida depois de outro oficial da PM confirmar que ela tem direito de estar acompanhada do cão-guia em qualquer situação.

O constrangimento vivido por Olga, publicado no DC na terça-feira, acabou virando notícia em todo o país. Nas redes sociais, milhares de comentários criticaram o desconhecimento em relação à lei que assegura ao cão-guia o direito de estar em todos os locais públicos e privados de uso coletivo.

Darwin, o cão que serve de olhos para Olga desde o ano passado, foi treinado pelo Instituto Federal Catarinense (IFC) em Camboriú, e é seu segundo parceiro de vida _ ela já teve como companheira a labradora Misty, que a guiou por 12 anos.

A professora destacou a importância de trabalhos como do IFC para garantir qualidade de vida aos deficientes visuais. O Centro de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guias de Camboriú foi o primeiro a ser aberto no país, e já entregou cães para cegos em todo o Sul do país.

_ Temos que reiterar ao governo federal, especialmente, que respeite essa nossa conquista, que foi ter esse trabalho nos institutos federais para que mais cegos tenham essa oportunidade.

 

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