"Desconheço completamente essa questão de privatização", diz presidente da Casan - Cidades - O Sol Diário

Após anúncio federal08/03/2017 | 10h46Atualizada em 08/03/2017 | 11h14

"Desconheço completamente essa questão de privatização", diz presidente da Casan

Valter Gallina afirmou que não há motivos para vender a companhia, que dá lucro e está fazendo investimentos

"Desconheço completamente essa questão de privatização", diz presidente da Casan Betina Humeres/Agencia RBS
Valter Gallina afirmou que não há motivos para vender a companhia, que dá lucro e está fazendo investimentos Foto: Betina Humeres / Agencia RBS
Diário Catarinense
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Um dia após o governo federal ter incluído a Casan em um grupo de 15 companhias estaduais de saneamento que podem ser privatizadas, o presidente da companhia, Valter Gallina, negou que haja qualquer movimentação nesse sentido. Segundo ele, não há motivos para conceder a empresa à iniciativa privada, já que ela dá lucro e está realizando o maior investimento em saneamento da história da cidade de Florianópolis.

— Desconheço completamento essa questão de privatização. Soube pelo que li na imprensa ontem à noite. É um estudo de viabilidade, que precisa ser feito com a autorização da Casan — disse Gallina ao programa Notícia na Manhã, da rádio CBN Diário.

Em 2011, chegou a ser aprovado na Assembleia Legislativa um projeto que permitia a venda de parte da empresa, porém o governador Raimundo Colombo optou por mantê-la majoritariamente pública. Recentemente, Colombo tem dito que não irá privatizar a companhia até o fim do seu mandato. Segundo ele, essa decisão deve ficar a cargo do próximo ocupante da Casa D'Agronômica.

A assessoria de imprensa da Casan afirmou ainda que ninguém da companhia foi procurado pelo governo federal antes da divulgação dos planos de privatização anunciados na terça-feira.

Investimentos na Capital

Na manhã desta quarta-feira, a companhia anunciou uma lista de investimentos na Capital. O primeiro deles é a ordem de serviço para o início das obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do sistema de esgotamento sanitário do bairro Campeche. O custo é estimado em R$ 59 milhões e a ETE deve entrar em serviço no fim de 2018, segundo Gallina, dando cobertura sanitária para cerca de 25 mil pessoas no maior bairro do Sul da Ilha. 

Também está incluído no pacote de investimentos as obras do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) dos bairros Ingleses e Santinho, previstas para começar em abril. Nesse caso, serão beneficiadas cerca de 42 mil pessoas, além da população flutuante na temporada de verão, a um custo de R$ 84,5 bilhões.

Outra obra que deve começar em breve é a implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário dos bairros Saco Grande, João Paulo e Monte Verde. O projeto contempla também Estação de Tratamento para receber o esgoto coletado das redes já implantadas nos bairros Cacupé, Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui. 

Os últimos dois itens da lista são a ampliação da estação de tratamento do Centro e da rede da Bacia do Itacorubi. Nesse caso, já um consórcio vencedor da licitação (Trix/Infracon), que será autorizado a começar as obras também no mês de abril.

No caso da região continental de Florianópolis, serão inauguradas as obras de ampliação do sistema de esgotamento. A partir disso, os  bairros Capoeiras e Abraão passarão a ser atendidos com a coleta. Dessa forma, o Continente passa a contar com 98% de cobertura de esgoto. As exceções são algumas partes do bairro Monte Cristo e a Vila Aparecida.

De acordo com o presidente Valter Gallina, quando todas as obras estiverem prontas, no fim de 2018, o percentual de atendimento da rede de esgoto saltará dos atuais 56% para 72%. Além do Plano Florianópolis de Saneamento, a Casan também mantém obras em andamento  em 31 cidades no interior do Estado. 

A expectativa é que, com a finalização das obras, o Estado deva sair da 18ª posição do ranking nacional de cobertura de esgoto para o quarto lugar, com índice de 49%.

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