Dois ônibus utilizados no combate à violência contra a mulher no campo começam a percorrer Santa Catarina - Cidades - O Sol Diário

Prevenção14/03/2017 | 14h46Atualizada em 14/03/2017 | 17h26

Dois ônibus utilizados no combate à violência contra a mulher no campo começam a percorrer Santa Catarina

Os "lilasinhos" correram o risco de serem devolvidos ao governo federal em 2015, mas agora vão atender inicialmente Brusque e Itajaí

Dois ônibus utilizados no combate à violência contra a mulher no campo começam a percorrer Santa Catarina Betina Humeres/Agencia RBS
Unidades móveis estão equipadas para atender mulheres em situação de violência que estejam longe de delegacias e demais integrantes da rede de proteção definida pela Leia Maria da Penha Foto: Betina Humeres / Agencia RBS
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Depois de atenderem a região de Lages e São Joaquim, no fim de 2016, as duas unidades móveis de atendimento à mulher do campo voltam a percorrer Santa Catarina. Essa é a promessa do governo estadual, apesar de cogitar devolver os ônibus lilás (cor que simboliza o feminismo) à Secretaria de Políticas para Mulheres, do então governo Dilma Rousseff, que utiliza-os como ferramenta dentro do Pacto Nacional Pelo Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. 

Os "lilasinhos", como são chamados os veículos, devem passar por manutenção antes de deslocarem-se até Brusque e Itajaí ainda em março. Uma reunião nos próximos dias deve confirmar o cronograma completo.

As unidades móveis custaram R$ 1,1 milhão aos cofres públicos. A ideia é fazer com que os ônibus circulem por todas as regiões, especialmente aquelas carentes de delegacias especializadas e serviços sociais. Mas os "lilasinhos" ficaram três anos parados e expostos às intempéries climáticas.

Com a retomada da iniciativa, a coordenadora estadual da mulher, Aretuza Larroyd, reforçou a importância de os municípios estarem envolvidos no projeto em entrevista ao Bom Dia SC desta terça-feira. 

— Os municípios têm a grande tarefa de disponibilizar esses profissionais da área de saúde, assistência social, educação, e jurídica. A gente sabe que os ônibus precisam de manutenção. Precisamos ver como eles estão e deixar tudo funcionando muito bem para oferecermos 100% de garantia dos serviços — disse. 

A primeira abordagem feita no fim do ano passado na região serrana foi avaliada positivamente pela coordenadora de mulheres da Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Agnes Weiwanko, também ao programa televisivo. 

— Muitas mulheres vieram ao local onde estavam sendo desenvolvidas as atividades, com palestras educativas e também de informações às mulheres. A gente constata a grande deficiência que as pessoas ainda têm de saber os seus direitos. Cheguei a ouvir de algumas mulheres que elas só estavam vendo o suicídio como solução — relata em reportagem da RBS TV. 

Sobre o desuso dos ônibus, Agnes é taxativa: 

— A gente tem que se mobilizar, questionar e cobrar do governo novamente porque nós não podemos aceitar que vá se danificando. 

Com informações da RBS TV

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